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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

05
Abr18

Histórias com Livros “Negócios à Mesa” de Danny Meyer

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Li este livro, “Negócios à Mesa”, há muito tempo a trás, mas lembrei-me dele recentemente na visita a um dos restaurantes do chef José Avilez (um dos mais baratos, diga-se de passagem, porque não há “tempo” para ir aos mais caros).

Para ser exato li o livro há exatamente 10 anos atrás. Tomei conhecimento dele depois de ouvir uma entrevista como o autor, e dono de uma das maiores cadeias de restaurantes de Nova Iorque, Danny Meyer no programa “Pessoal e Transmissível” da TSF.

E um livro que, independentemente do seu conteúdo muito virado para uma área específica de negócio, consegue ser um livro de gestão para gestores. Contém em si um conjunto de princípios e de ideias nos quais me revejo e que também acredito serem fundamentais para o sucesso de qualquer empresa e negócio.

Na base de tudo acabam por estar as pessoas: aquelas com quem trabalhamos e aquelas para quem trabalhamos: os funcionários e os clientes.

Dany Meyer tem ideias muito próprias, em muitos casos quase decorrentes do senso comum, mas ao mesmo tempo é pouco vistos nos dias de hoje.

É muito comum ouvirmos dizer que as pessoas são o que realmente importa, um slogan já gasto em muitas empresas e que muitas vezes não passa de retórica.

O livro de Danny Meyer é um daqueles que muito empresário deste país deveria ler e aprender com ele. Não sei de José Avillez leu o livro ou não, mas a ideia com que se fica é que as ideias estão lá todas, e certamente não é por acaso que vai criando um grupo de grande prestígio. Quando se é recebido num dos seus espaços fica-se claramente com a ideia de que funcionários e os clientes são o centro da coisa e que existe uma grande organização por trás.

Só espero que José Avillez continue a crescer e a ter sucesso e, porque não, que escreva também um livro onde possa partilhar o que está na base do seu sucesso.

31
Mar18

Histórias com Livros - “Mandela – The Authorized Biography”

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“Mandela – The Authorized Biography” de Anthony Sampson. A história desde livro é tanto sobre o livro em si como sobre o local onde foi comprado.

Em 2011 fui com a minha cara metade a Londres. Ficámos hospedados na zona de Bayswater / Nothing Hill e deixámos para o final uma visita mais cuidada a esta zona.

No nosso passeio por Nothing Hill – depois de passarmos pela livraria que aparece no filme com o mesmo nome e de passarmos pela loja das especiarias – demos com uma livraria de livros usados (foto abaixo) com uma oferta brutal a preços igualmente brutais.

Entrámos e dissemos um para o outro “é mais para ver porque não temos espaço na mala”, mas acabou por ser mais forte do que nós. Comprámos já não sei quantos livros e acabámos por ter de comprar outra mala só para trazer os livros. Gastámos no total umas 20 £ e foi porque não dava para mais em termos de espaço.

Este livro em particular foi um achado porque custou 2£ e era um livro que em Portugal não conseguia encontrar. Mandela sempre fui uma personalidade que me interessou, tanto numa perspetiva política como numa perspetiva de ser humana. Lembro-me que nessa viagem o livro que levei, e que andava a ler, era precisamente “Uma lição de Vida” de Jack Lang, precisamente sobre a vida de Mandela.

Até hoje não li o livro todo (li alguma partes) mas sempre que passo por ele lembro-me da viagem a Londres e de como parecia um miúdo numa loja de doces naquela livraria.

13
Mar18

Histórias com Livros - "Nascidos para Correr" de Christopher Mcdougall

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Desde que me lembro que faço desporto e, talvez por isso, nem consigo situar bem o momento em que o atletismo ganhou para mim um lugar especial. Lembro-me apenas que antes dos 10 anos já participava em provas de atletismo: corta mato, velocidade, salto em comprimento.

A primeira prova mais “importante” onde me lembro de ter participado foi numa prova distrital tinha eu os meus 11 anos. Foi uma prova (acho) de 1500m. Foi num domingo de manhã e chovia a cântaros.

Passaram-se mais de 30 anos e ao longo deste período, com maior ou menor regularidade sempre fui correndo. Os meus músculos têm uma longa memória de corrida.

Em 2006 depois de dois anos de uma quase total inatividade, e muitos quilos a mais, decidi voltar a correr com regularidade. Perdi o peso que rinha para perder, comecei a participar em algumas provas e tomei-lhe o gosto. Corri muitas provas de 10kms e aventurei-me nas meias maratonas.

No final de 2007 lesionei-me num joelho. Como a coisa demorou a passar andei os anos seguintes a correr menos, ou mesmo sem correr.

Em 2011, novamente com mais algum peso, mas já sem dores, retomei a corrida com mais regularidade e já próximo do final do ano esbarrei com este livro. Foi ele que ajudou (e muito) a dar corpo a uma ideia maluca que foi amadurecendo na minha cabeça: correr uma maratona antes dos 35 anos.

Toda a ideia de correr, de superação, de definir um objetivo e atingi-lo mexeu comigo (embora o livro não seja só sobre isso) e deu um impulso muito grande para começar a treinar a sério e acabar por, em 2012, correr mesmo uma maratona.

Ontem, voltei a lembrar-me do livro. Passo a explicar.

Depois de correr a maratona em 2012 voltei a abrandar o ritmo, estive algum tempo sem correr, fui correndo aqui e ali, sem nunca parar, mas também sem grande recorrência ou entusiamo.

No início desde ano, outra vez com mais uns quilos, voltei a meter outra ideia maluca na cabeça: correr uma maratona aos 40. Se calhar um pensamento típico de uma crise de meia idade. Comecei a treinar logo no dia 1 de janeiro, 4 vezes por semana, e ontem, por entre chuva, granizo, frio e afins, fiz a Meia Maratona de Lisboa abaixo das 2 horas. Foi duro, mas fez-me lembrar muito a mensagem do livro.

Não sei que vou ou não correr a Maratona de Lisboa em outubro. É muito cedo para decidir isso e eu sei por experiência que é preciso ter muitos, mesmo muitos quilómetros nas pernas para aspirar a fazer uma maratona sem ficar com mazelas. Tenho pelo menos 6 meses para decidir e outro tanto tempo para reler alguma partes do livro e ganhar inspiração.

É um livro que recomendo a toda a gente que gosta de corrida, mas precisa de um empurrãozinho para levar a coisa um pouco mais a sério. Não quer dizer que tenha de ser para correr uma maratona, basta que seja para limpar a cabeça, por exemplo do stresse e das chatices do trabalho. Este livro ajuda a dar o salto.

08
Fev18

Histórias com Livros - "Ensaio Sobre a Cegueira"

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Durante muito tempo para mim José Saramago foi sinónimo de “Memorial do Convento”, livro que eu nunca li na totalidade, mas que nessa altura consegui detestar.

Muitos anos mais tarde, e depois de grande insistência de uma colega de trabalho, e mesmo com muitas reticências, lá acedi a ler o “Ensaio Sobre a Cegueira”. Foi das primeiras vezes que li um livro porque alguém me recomendou, achava que porque alguém gostou isso não quer dizer que eu também vá gostar.

Aquilo que aconteceu foi a passagem de um nunca mais, detesto, não volto a ler para um brilhante, soberbo, este senhor é mesmo muito bom.

O “Ensaio sobre a Cegueira” entrou (e ainda está) no top dos meus livros favoritos. É efetivamente um livro brilhante e poderoso. Uma obra que marca quem a lê.

Uma das formas de uma pessoa saber o quanto gostou de um livro é perceber que, vários anos depois, lembra-se perfeitamente da história e facilmente consegue revisitar parte dos livros com grande detalhe. Isso acontece-me com este livro.

Alguns anos depois vi também o filme, e, como acontece em todos os grandes livros, o filme, não estando à altura, retrata bem o tema. A curiosidade maior são as passagens mais fortes do livro que em palavras são muito mais fortes do que em imagens, algo que não deixa de ser curioso.

Depois desde li outros livros de Saramago. De todos o que mais se aproxima em qualidade do “Ensaio sobre a Cegueira” é, na minha opinião, “As Intermitências da Morte”, livro que também vale muito a pena ler.

Em resumo. Gostando-se ou não de Saramago, o “Ensaio sobre a Cegueira é um livro obrigatório. E eu aposto as minhas fichas em como não desilude ninguém.

24
Jan18

O meu primeiro livro de "crescido" - “A Estrada do Futuro” do Bill Gates

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 A compra de livros foi uma realidade que apareceu um pouco tarde na minha vida apenas por altura do meu 12º ano. Até lá lembro-me que tinha muita banda desenhada oferecida e, para além dos livros da escola, tudo o que lia tinha origem na Biblioteca Municipal (fixa ou itinerante).

O primeiro livro “de crescido” que comprei, lembro-me perfeitamente que foi o “A Estrada do Futuro” do Bill Gates, no antigo Jumbo de Setúbal. Comprei-o com o meu dinheiro, algumas das minhas poupanças das prendas de Natal.

Não foi uma compra muito pensada, foi antes uma escolha. Bill Gates e a Microsoft estavam na berra. Tudo o que Bill Gates dizia e escrevia devia ser tido em conta. Na prática aplicava-se a ele, à data, a frase que consta na biografia de Elon Musk “o génio que está a inventar o nosso futuro”. Para um tipo com 16 anos houve muita coisa do livro que me pareceu estranha e futurista, mas lembro-me da satisfação que me deu aquela leitura. E teve a grande mais valia de potenciar o teu interesse pela leitura a curiosidade sobre temas que à partida saem fora da minha área de conforto. Ainda hoje tenho, naturalmente, esse livro e um dia destes dei por mim a pensar que tenho de o reler. Um dia destes.

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