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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Ouvido numa Livraria (continuação do episódio anterior)

28.05.24

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Há uns dias falei aqui de uma situação que aconteceu na minha presença numa livraria (transcrevo abaixo).

Uma senhora com um ar muito distinto pediu um livro que não consegui perceber o título.

A livreira fez uma pesquisa e constatou que não tinha nenhum exemplar, mas que em duas livrarias próximas da mesma rede tinham e que poderia pedir para a senhora recolhesse no dia seguinte.

A senhora ficou indignada pela ausência do livro e disse que não tinha disponibilidade para regressar no dia seguinte.

A livreira informou que poderia disponibilizar as moradas das duas livrarias para que a senhora pudesse ir no imediato recolher o livro.

Muito indignada a senhora respondeu que isso seria um péssimo serviço ao cliente… o que deveria acontecer seria que alguém das livrarias em causa viesse no imediato entregar o livro de que ela precisava…

Mais uma vez, muito educadamente a livreira respondeu que tal não seria possível.

A senhora aumentou o tom de voz e fez questão de dizer que era uma falta de respeita para com ela. Se o cliente quer um livro a livraria deve providenciar e proferiu as seguintes palavras “De certeza que há para lá um miúdo qualquer que me pode vir aqui trazer o livro imediatamente, você é que não quer pedir!”.

Com muita calma a livreira manteve a sua resposta e postura e informou a senhora que não seria possível.

A senhora concluiu com o célebre “Você sabe quem é que eu sou?”

A resposta da livreira encerrou o assunto: “Neste momento é alguém que simplesmente não quer entender o que acabei de lhe explicar”.

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Esta semana estive outra vez na livraria e fiquei a saber que a senhora em causa, voltou mais tarde à livraria para fazer uma reclamação no Livro de Reclamações acusando a livreira de ter sido mal-educada rude e nada disponível para com ela. 

A livreira em causa não estava, mas deixei o meu o contacto com a responsável de loja para me contactarem se considerem necessário para esclarecer o que aconteceu.

Tristeza de gente que não vale nada. Custa-me acreditar que seria uma pessoa dos livros. Acredito mais que seria alguém que só acha que é chique ter livros na prateleira… o género de apreciador do livro bibelot. 

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