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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Observação livresca em férias

21.09.20

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Este post começou a ser escrito ainda em julho mas foi sendo adiado, na expetativa de alguma evolução positiva até ao final do período de férias. O tema? As leituras que fui observando nos meses de férias.

Antes de mais um esclarecimento: eu não ando a coscuvilhar o que as pessoas tem nas toalhas, nos sacos e afins. O resultado que exponho abaixo resulta apenas da observação direta no raio de ação da minha visão quando sentado na praia ou piscina, ou em trânsito de um local para outro (por exemplo da piscina para o quarto de hotel ou da praia para o parque de estacionamento).

Este ano, no geral, existe uma grande diferença face a anos anteriores, em particular nos períodos de férias: muito menos estrangeiros. Este facto é importante porque nos últimos anos muitos dos livros que fui observando em leitura pertenciam a estrangeiros. Ainda assim, não posso dizer que tenha observado muito menos livros e muito menos leituras. Penso que continuam a ser poucos mas não foram muito menos.

Há ainda outra caraterística comum: a esmagadora maioria dos leitores e leitoras são pessoas com idade acima dos 45 / 50 anos. Continuam ser a exceção as pessoas jovens (ou mais jovens) com um livro nas mãos. E não tem a ver com tecnologia, no sentido em que podiam estar a ler em ebooks. Não é o caso. O movimento do dedo nos dispositivos digitais indica apenas redes sociais e não leitura.

Assim e no que os livros diz respeito, de entre os que fui observando, diria que o vencedor foi Rodrigo Guedes de Carvalho. Mas recentemente com “Margarida Espantada”, mas também com “O Pianista de Hotel”. O segundo lugar vai para Afonso Noite-Luar, também com dois títulos diferentes (num dos casos com a capa meio escondida). Depois de forma pontual vi Isabel Stilwell, Augusto Cury, vi a biografia de Amália Rodrigues, “Amália – Ditadura e Revolução”, vi Danielle Steel e por duas vezes Mark Manson com “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”. Vi ainda Elena Ferrante e Pedro Chagas Freitas. E acho que foi tudo.

Esta observação não constitui qualquer amostragem representativa, é apenas isso mesmo, uma observação. Vale o que vale, é um exercício que faço em que tenho sempre a esperança de me surpreender pela positiva. Não posso dizer que isso tenha acontecido. No global são muito poucos livros para um período de observação alargado junho a setembro, entre praia de fim-de-semana e períodos de férias. E, sim, tenho muita pena de não ter sido surpreendido pela positiva. Tenho sempre essa esperança.