Leitura - "Toda a Gente Tem um Plano" de Bruno Vieira Amaral
Por Cátia Madeira
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Podemos preparar-nos para o que for que a vida será sempre o que ela planeou para nós.
É à beira de começar um novo ano que temos a prova viva de que todos temos um plano. A frescura de novos dias, de uma data com a terminação diferente, compele-nos a que preparemos o que ainda não fizemos, a tentar novamente do que desistimos, a dizer que é desta que vai ser, a lamentar as decisões passadas certos de que agora, com o vigor dos novos ventos, os nossos projetos vão dar certo.
Dentro de meses (para alguns) saberemos que variáveis novas e velhas nos trocaram as voltas e que afinal, uma parte daquilo que idealizámos, deu uma curva inesperada e afinal, por excesso de percalços ou mais um par de botas, acabou por ficar apenas num sonho tão bonito que nunca aconteceu ou que se materializou como nunca imaginámos.
Calita, o personagem principal desta história, é um pouco de todos nós. Na sua vida tramada, nas suas más escolhas, na pouca sorte. Umas vezes ele voltou as costas à sorte, outras, foi a sorte, quem sabe por despeito, que não lhe deu a mão a ele.
Ler “Toda a gente tem um plano” é uma refrescante contrariedade às ideias de capacidade absoluta que nos querem impingir, de que tudo depende de nós, basta que façamos como os americanos dizem nos filmes e “just stick to the plan”.
Não gosto de fazer sinopses porque já está uma bem boa na contracapa de cada livro. Gosto de descrever o que os livros me fazem sentir. Este fez-me pensar nos Calitas que conheço.
“Toda a gente tem um plano” é, sem dúvida, um dos melhores de 2024. Para 2025 seria um extraordinário plano mantê-lo no top de vendas.
