Leitura - “Fahrenheit 451” de Ray Bradbury
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Começa a ser repetitivo sempre que escrevo sobre os livros que tenho lido no âmbito do Clube de Leitura do PNL 2027, mas é apenas a verdade: mais um grande livro, um grande clássico, que até aqui tinha figurado apenas na categoria dos livros que “um dia possível irei ler”.
“Fahrenheit 451” de Ray Bradbury é um clássico da literatura, uma distopia onde os livros são objetos proibidos, onde pensar muito pode ser perigoso, e os bombeiros ateiam e não apagam incêndios.
São múltiplas as interpretações atribuídas a esta obra de Bradbury, algumas de natureza política. O autor rejeitou muitas delas e defendeu-a como uma crítica à forma como a televisão estava a destruir o interesse pelos livros e pela leitura e a contribuir para tornar as pessoas imbecis.
Acho que “Fahrenheit 451” deve ser lido nas linhas e em todas as entrelinhas. Um livro tremendamente bem escrito, sempre com uma mensagem em fundo. Se mudarmos o agente (televisão), temos uma obra plena de atualidade que podia perfeitamente ser escrita nos dias de hoje.
A sociedade distópica onde decorre “Fahrenheit 451” é talvez aquela sobre a qual já li onde teria mais dificuldades em viver. Se não tivesse cuidado seria quase certo que teria a minha casa toda queimada... ou então teria escolhido um livro para decorar. É preciso ler a obra para perceber o que quero dizer. Se puderem façam isso, leiam, porque não é proibido e porque vale muito a pena!







