Leitura - "A Balada do Medo" de Norberto Morais
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Antes do desafio lançado pelo Clube de Leitura do PNL para setembro, apenas conhecia a capa deste livro, nada mais. Hoje, terminado o desafio, fica com uma das melhores leituras que fiz este ano. Encarei o livro com algumas reticências, mas elas desapareceram ao fim de meia dúzia de páginas. Não é preciso ler muito para perceber que é um excelente livro.
“A Balada do Medo” não é um daqueles livros em que o autor teve uma ideia, sentou-se e escreveu até terminar essa ideia (sem desprimor, pois há muitos e bons livros escritos dessa forma). É um livro esculpido, trabalhado, ao pormenor e ao detalhe, com minucia, ou pelo menos foi assim que o recebi e interpretei.
Ler a história de Cornélio Santos Dias de Pentecostes, percorrer as suas emoções, sentimentos, medos, foi, antes de mais uma agradável surpresa e depois uma experiência de leitura altamente prazerosa.
Como já referi, a história foi esculpida ao detalhe, no caso a partir de um momento, no mínimo inaudito: ao regressar a casa, depois de meses fora, Cornélio de Pentecoste é confrontado com o anúncio da sua morte. A partir da é a criatividade do autor a dar asas às mais variadas peripécias.
Uma nota curiosa para o facto deste livro me ter feito repetir, em bom, muito do que experienciei com a leitura de “Memórias Póstumas de Brás Cubas” de Machado de Assis.
Não quero ser repetitivo, mas apenas posso registar que é uma leitura a não perder, e ao mesmo tempo agradecer ao Clube de Leitura do PNL2027 por mais uma oportunidade de descobrir um grande livro. Muito bom, mesmo.
