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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Novidade - "A Minha Cozinha Portuguesa" de José Avillez

06.07.25

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Mais sobre o livro AQUI

Sinopse:

Deixe-se levar nesta maravilhosa viagem culinária por Portugal, um país com uma história rica e diversificada que deixou uma marca única na gastronomia mundial.

Desde tempos imemoriais, a cozinha portuguesa foi-se enriquecendo com sabores, ingredientes e tradições de todo o mundo. Aqui encontrará a grande variedade de paisagens que moldaram os pratos regionais, desde a extensa costa até às montanhas do Norte, e descobrirá a incrível fusão de culturas que deram lugar a esta cozinha, tão diversa quanto apaixonante.

Uma obra que o convida a degustar os sabores autênticos, revelando o legado gastronómico de cada região com receitas tradicionais e relatos históricos que o levarão às mesas deste fascinante país, através das delícias culinárias que constituem a essência da cozinha portuguesa.

Para José Avillez, um dos chefs mais reconhecidos do mundo - e provavelmente o melhor de Portugal -, esta obra é um tributo à rica tradição culinária da sua terra natal e à sua extraordinária criatividade, que tem levado a gastronomia portuguesa a ser admirada e aclamada a nível internacional.

Apontamentos para além dos Livros

06.07.25

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As trágicas mortes de Diogo Jota e André Silva esta semana geraram inúmeras reações de condolências, de incredulidade. Uma em particular, de cariz religioso, via repetida e faz-me muito confusão. A ideia de que as suas mortes “servem certamente um propósito maior”.

Podem dizer-me que é uma forma de encontrar descanso e paz na brutalidade da morte, mas não consigo entender de forma nenhuma essa ideia porque ela de facto não coloca quem morre numa posição superior e no limite coloca todos aqueles com quem partilharam as suas vidas, aqueles que os amam e que eles amam numa posição de desvalorização, porque o “propósito superior” destrói completamente a vida dos que ficam. Três filhos pequenos (muito pequenos), uma esposa recente e o amor de uma vida, num dos casos.

Podem dizer-me que são palavras e que não fazem mal a ninguém. Talvez, mas aflige-me, porque depois olhamos para o mundo e identificamos esse desígnio superior a justificar tantas outras situações e ações negativas, transversalmente a muitas religiões.

Acho que infelizmente é só a brutalidade do mundo a acontecer e que somos todos muito menores do que achamos. Agora estamos, daqui a pouco podemos não estar. Somo seres biológicos. Nascemos e morremos.  É só isto, com toda a dor insuportável dos que ficam. Essa sabemos que é real e existe mesmo.