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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

30
Set20

Novidade - "Adolfo Kaminsky: O Falsificador" de Sarah Kaminsky

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Adolfo Kaminsky, judeu russo de nacionalidade argentina, tinha 17 anos quando foi despejado de casa, com a família, e enviado para o campo de concentração de Drancy. Os seus passaportes argentinos garantiriam à família Kaminsky a libertação deste campo, salvando-os, por uma questão de horas, da deportação para Auschwitz.
Já com a fuga de França marcada, Kaminsky é recrutado pela 6ª, o braço secreto do UGIF, onde se tornaria o mais jovem falsificador ao serviço da Resistência francesa e onde o seu trabalho garantiria salvo-conduto a milhares de judeus nos últimos anos da Segunda Guerra Mundial.

Após a tomada de Paris, Kaminsky é recrutado pelos serviços secretos franceses, que abandona aquando da Guerra da Indochina. Regressado à clandestinidade, nas décadas seguintes viria a colaborar com a resistência antifranquista, com resistente gregos contra a ditadura dos coronéis, com antissalazaristas em Portugal, com a Frente Nacional de Libertação da Argélia, com objetores de consciência norte-americanos durante a Guerra do Vietname, com vários movimentos de esquerda na América do Sul e com diversos movimentos independentistas africanos (Guiné, Guiné-Bissau, Angola e África do Sul). Kaminsky nunca aceitou dinheiro pelo seu trabalho de falsificador, recusando tornar-se um mercenário e comprometer os ideais maiores de liberdade e dignidade humana que o guiavam. Esta é a história de um verdadeiro herói.

Inclui glossário de Luísa Gabão e José Hipólito dos Santos.
Posfácio de Irene Hipólito dos Santos.

Críticas de imprensa
 
«Kaminsky viveu, nas sombras, as horas mais luminosas da Resistência.»
Le Monde

«Se não sabe se terá feito o suficiente com a sua vida, não se compare com o Sr. Kaminsky.»
The New York Times

«Uma narrativa pormenorizada e tocante que atravessa um século, plena de transações clandestinas, nas quais o talento de Adolfo Kaminsky era a diferença entre a vida… ou a morte.»
Libération

«Proeza técnica, criatividade e abnegação são os elementos do enredo que é a vida de Adolfo Kaminsky, uma vida bafejada pela sorte e narrada neste emocionante documento histórico.» Elle, França

«Um dos livros mais cativantes desta temporada.»
Paris Today

«Uma biografia certeira e sóbria de um dos melhores falsificadores do mundo.»
Der Spiegel

«Se adaptada para o cinema, a vida de Adolfo Kaminsky teria ingredientes de thriller de suspense, filme de guerra, tragédia histórica, drama intimista, comédia romântica e cenas de terror.»
O Globo, Brasil

«Sarah Kaminsky dotou-nos de uma biografia brilhante de um indivíduo incrivelmente complexo, criativo e heroico: o pai. Um dos pontos fortes deste livro é o retrato vívido destas condições e das emoções avassaladoras [que elas suscitam]: a corrida constante contra o tempo, o forte sentido do dever de cumprir promessas impossíveis às vidas que Adolfo Kaminsky tinha nas suas mãos. Quase todos os episódios desta biografia têm um elemento de thriller que suplanta até a melhor ficção de espionagem.»
Jewish Studies
30
Set20

Notícias do mundo livresco

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Hoje partilho algumas notícias do mundo livresco que chamaram a minha atenção nos últimos dias.

A Fundação Calouste Gulbenkian disponibilizou online 50 livros da Coleção de Textos Clássicos. Ver aqui.

O livro "Eliete - A vida normal" de Dulce Maria Cardoso chegou às livranrias em França. O livro está nomeado no mesmo país para o Prémio Femina.

Enquanto não é possível viajar como antigamente, fica uma notícia sobre quais os livros mais populares cuja ação é passada num determinado país. Por exemplo o livro mais popular cuja ação se passa em Portugal é "Uma Noite em Lisboa" de Erich Maria Remarque. Mais sobre esta notícia aqui.

Adiciono aqui, não uma notícia, mas um artigo neste caso de Afonso Cruz na revista Visão. O artigo denomina-se “O vício dos livros”. Muito bom. Muito bom mesmo. Podem encontra-lo aqui.

29
Set20

Novidade - "Como Tudo Começou - Uma celebração do engenho humano" de Stewart Ross

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Sabia que…
A primeira escova de dentes (feita com cerdas de porco) foi inventada na China em 1498?
O primeiro abre-latas foi inventado em 1855 - mais de cinquenta anos após a introdução dos alimentos enlatados?
O primeiro telemóvel tinha uns impressionantes 1,1 kg de peso e demorava dez horas para carregar?

Este animado livro é uma compilação das nossas mais famosas - e infames - criações, todas primeiras do seu género. Para aqueles que se perguntam onde tudo começou.

«Que livro fascinante e divertido! Horas de informações animadas para animar o Trivial Pursuit, resolver uma disputa familiar… e até fala da minha bisavó!»

Uma narrativa animada acerca das origens, invenções e descobertas de quase tudo no planeta, com uma abrangência verdadeiramente global que vai do Big Bang aos carros sem condutor.

Como Tudo Começou é composto por sete partes: no Início (do Big Bang ao Homo sapiens), em Casa (das primeiras janelas de vidro às dentaduras e aos biquínis); Saúde e Medicina (das ervas aos transplantes de coração); Deslocações (dos burros aos autocarros de dois andares); Ciência e Engenharia (da roda do oleiro à webcam); Paz e Guerra (do primeiro rei aos bombardeiros); e Cultura e Desporto (da pintura rupestre ao rap).

Este livro fascinante aborda todo o desenvolvimento e engenho humano ao longo de doze milénios. África, por exemplo, deu-nos o primeiro monarca e a álgebra; as grandes religiões surgiram no Médio Oriente, a democracia nasceu na Europa e na América inventaram-se as primeiras máquinas voadoras.

Nota do autor
 
«Assim que as pessoas passaram a ter casas com portas e janelas e começaram a guardar bens preciosos no seu interior, precisaram de fechaduras para garantir a segurança de tudo o que tinham. Mais uma vez, o Medio Oriente foi a frente, com fechaduras feitas de madeira. As primeiras fechaduras com componentes metálicos surgiram na Roma antiga e na China.»

«O primeiro dos primeiros, mais ou menos por definição, foi o Big Bang, ocorrido há cerca de 13,8 mil milhões de anos, que criou o tempo, o universo...e tudo. Tudo? Mesmo o que quer que tenha feito bang? É melhor não irmos por ai...»
Stewart Ross, «Como tudo começou»
29
Set20

Book quote

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Esta será das verdades mais fortes relacionadas com os livros e a leitura.

Um livro basicamente não existe numa versão única, mas sim nas múltiplas versões pessoais, primeiro de quem o escreve e depois de quem o leu, de todos os que o leram.

Mil pessoas podem ler um mesmo livro e, ainda que possam ser criados padrões de semelhança, muito provavelmente todos os leitores terão qualquer coisa sua, pessoal, na avaliação, ou opinião, sobre o livro.

No limite, até a mesma pessoa pode ter mais do que uma opinião sobre um livro, dependendo no momento da sai vida em que o lê. Um exemplo? O autor desde blog em relação ao livro “O Principezinho”. Foi lido três vezes por três pessoas diferentes.

28
Set20

Novidade - "A Faca" de Jo Nesbø

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Harry Hole está em maus lençóis. Rakel, a única mulher que algum dia amou, deixou-o de vez. A Polícia de Oslo ofereceu-lhe uma nova oportunidade, mas para resolver casos menores, quando na realidade o que ele pretendia era investigar Svein Finne, o violador e assassino em série que, em tempos, pusera atrás das grades. E agora, Finne está livre depois de mais de uma década na prisão, e Harry determinado a investigar todas as suspeitas que continuam a recair sobre ele.

Mas nada lhe corre como gostaria e a cada dia que passa só vê piorar a sua situação. Quando, depois de uma noite de embriaguez total, Harry acorda de manhã completamente desmemoriado e com sangue nas mãos, percebe que algo de estranho se passou. Porém, o que nessa altura Harry ainda não sabe, é que acordou apenas para viver o pior pesadelo de toda a sua vida.

Em A Faca, Jo Nesbø faz-nos entrar numa montanha-russa de emoções em que o medo, o suspense, a morte, a vingança, mas também a força redentora do amor, se entrelaçam para nos deixar arrepiados da primeira à última página.

Críticas de imprensa
 
«Um dos 10 melhores policiais da década.»
The Times, UK
28
Set20

Reflexões Livescas - Isto de falar de livros com quem não lê, mas não assume.

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Falar de livros com quem não lê, mas não assume. Felizmente não é algo que me aconteça com muita recorrência, mas, a espaços, ocorrem alguns episódios, normalmente de dois tipos diferentes: com pessoas que ocupam cargos hierárquicos superiores nos locais em que trabalham e que ficam imbuídas de uma espécie de conhecimento por inerência à função, ou com pessoas que fazem tudo para que não se perceba que não leem.

Na minha modesta opinião, nos últimos tempos, embora (infelizmente) não aumente muito o número de leitores, aumentou o número de pessoas que não gostam de passar a ideia que não leem porque de alguma forma pode passar uma imagem errada. Não é muito politicamente correto assumir que a leitura não faz parte do dia a dia, pelo menos para algumas pessoas e em determinados contextos, por isso há que tentar fazer passar a ideia contrária.

Mais recentemente tive dois episódios que enquadram os dois tipos de pessoas que indico acima.

No primeiro caso, num contexto de debate de ideias com alguém que ocupa um lugar com alguma importância numa empresa, depois de ouvir uma citação sobre liderança, daquelas que toda a gente decora, e que teria sido proferida por um “guru da gestão” num livro importante, pedi à pessoa que me traduzisse o que pretendia a mesma dizer e se teria lido o contexto em que a mesma fora proferida. A frase não era do meu conhecimento, mas o autor sim, até porque já li alguma coisa do mesmo. A pessoa em causa enrolou o tema, sem dar uma resposta, referindo que não me queria maçar com o tema (dando a entender que seria chato para alguém como eu...). Ficou claro que a frase tinha sido ouvida de alguém, ou lida avulsa algures, mas a pessoa não conhecia verdadeiramente quem a tinha proferido, onde e porquê. Fiz questão de dar a entender que tinha percebido a situação e não pude deixar de referir sarcasticamente que teria todo o gosto em dar-lhe o nome do livro onde talvez a frase até estivesse escrita...

No outro caso foi numa conversa de circunstância em que alguém quis fazer-se passar por alguém esperto do que os outros ao apresentar uma ideia que alegadamente tinha lido num livro inspirador. O livro, percebi, seria “Comece pelo porquê” de Simon Sinek, embora a pessoa não o tenha referido, e a ideia estava a ser apresentada de forma errada, mas muito convictamente. Ouvi, e, no final, alertei que a ideia que estava a ser apresentada não era o que o autor defendia. A pessoa não reagiu muito bem dizendo que estava certo do que dizia. Perguntei quando tinha lido o livro, e disse o nome do livro e do autor. Referi que tinha lido recente e que sabia que não estava correto. Insisti sobre quando tinha lido o livro e às tantas ficou claro que não tinha lido nada. Fez força para mudar de assunto, mas ficou claro que ouviu a ideia algures, percebeu-a mal, não leu o livro, mas andava a tentar passar a mesma fazendo-se passar por muito entendido.

A moral comum a estas duas histórias é duplamente negativa: por um lado as pessoas assumem para si conhecimento que na prática não existe porque não baseiam na leitura real, e pior ainda, por outro lado, assumem à partida que todas as pessoas são como elas e não concebem a possibilidade de se depararem com alguém com conhecimento real dos livros. É triste.

27
Set20

Novidade - "As Desventuras do Rei Midas" de Luc Ferry e Clotilde Bruneau; Ilustração: Stefano Garau

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Reino da Frígia. Perdido na floresta, um ser horrendo é capturado por criados do rei Midas. Rapidamente é libertado porque Midas reconhece tratar-se de Sileno, um ser formidável que não é outro senão o pai espiritual de Dioniso.

Em jeito de agradecimento, o deus das festas, do vinho e da natureza selvagem oferece ao soberano a possibilidade de realizar um desejo. Midas, encorajado pela sua lendária estupidez e ganância, pode que lhe seja concedido o toque de ouro, sem pensar nas consequências perversas de tal poder.

Como viver, beber e comer se tudo aquilo em que toca se transforma instantaneamente em metal precioso?

26
Set20

Novidade - "Panda - Vamos à escola?"

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Diverte-te e aprende com o teu amigo Panda!
Com ilustrações coloridas e muito fácil de manusear e de transportar, este conjunto de nove minilivros é ótimo para pais e filhos se divertirem juntos.
Com nove temas do dia a dia das crianças em idade pré-escolar, permitirão enriquecer o seu vocabulário de uma forma simples e divertida.
Parte à descoberta com o Panda e os seus amigos!

26
Set20

Livros que chegam até ao Ministério – “Turbilhão de Emoções"

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Aqui fica mais um livro que chegou até ao Ministério com um pedido de divulgação: "Turbilhão de Emoções" de Vitor Hugo Santos.

Trata-se de um livro de poesia que chegou às livraria recentemente (julho de 2020).

Mais informação sobre o livro aqui

Sinopse:

Quando se escreve um livro não se escreve realmente um livro, mas sim um convite ao leitor para que este viaje com o escritor pela sua mente.

Convido-vos a acompanhar-me nesta viagem, a sentir o turbilhão de emoções que me polvilha a alma, onde por vezes se sente amor, noutras desespero, noutras impotência e noutras gratidão. As emoções vão e vêm rapidamente e alternam-se num piscar de olhos. Este livro fará com que viajem nas diferentes emoções à mesma velocidade com que vão virar as páginas.

"Um belo sorriso,
Sai dos teus lábios,
É a poção da felicidade,
Desconhecida dos sábios.
(…)
Pergunto-me por vezes,
Como é possível isto acontecer,
Tantas vezes se tem esta poção à frente,
E são raros os que a conseguem ver!"

25
Set20

Novidade - "As Árvores na Cidade | The Trees in the City" de António Manuel de Paula Saraiva

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

As árvores, além das melhorias que trazem ao clima da cidade, têm um efeito harmonizador na paisagem urbana: logo que estas chegam a uma rua a paisagem torna-se mais suave, mais estimulante. Por vezes as árvores lembram-nos memórias passadas, jardins desaparecidos, construções derrubadas. As árvores crescem para todos, sem discriminarem a ninguém. Dão muito e pedem pouco, oferecem-nos saúde e beleza em troca apenas de um pouco de atenção e tornam a cidade mais habitável sem pedir mais que uns metros de passeio. As árvores das cidades têm o direito de serem mais reconhecidas e mais amadas. Mas como amar o que não conhecemos? Ora, o homem ou a mulher comum reconhece as palmeiras, as oliveiras, os pinheiros... e pouco mais. E, ainda quanto a esses poucos exemplares, vê-os não poucas vezes como seres inanimados, não muito diferentes dos pedaços de madeira que esperam a fogueira ou o carro do lixo. Isto enquanto sabe desfiar os nomes dos jogadores de futebol ou dos astros do cinema. Ora — e por muito respeito que todas essas pessoas nos mereçam — os homens poderiam viver sem futebol, sem cinema, sem artes, mesmo sem ciência, mas não sem árvores. São elas que nos dão «só» o ar que respiramos, para não falar nos numerosos alimentos que nos fornecem. Este livro é uma contribuição no sentido de dar a conhecer as árvores nas nossas cidades, tanto no Continente como nas Ilhas. Tentámos apresentar as árvores como seres vivos que são, reagindo ao sol ou à chuva, com as suas preferências e antipatias, os seus amigos e os que não lhes querem tão bem; e mostrar a forma como as podemos distinguir, multiplicar, plantar e proteger. Se com isto tivermos salvo uma árvore, damo-nos por satisfeitos.

25
Set20

Últimas entradas na biblioteca do Ministério - setembro

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O mês de setembro foi generoso no que diz respeito ao incremento da biblioteca do Ministério. Entre ofertas e compras contam-se 14 livros (e não tenho a certeza se não me esqueci de algum).

Da Bertrand recebi 5 excelentes livros, todos integrantes da minha wishlist (alguns nem tiverem tempo de ser lá registados), a saber: “Os rapazes de Nickel” de Colson Whitehead, que já está em leitura avançada, “O Crepúsculo da Democracia” de Anne Applebaum, que conto começar a ler no fim de semana, “Contágio” de David Quammen, um dos livros mais procurados e relevantes para o entendimento do período que vivemos, “Como tudo Começou” de Stewart Ross, um verdadeiro compêndio de informação e curiosidades, e um thriller no qual tenho muita curiosidade, "Rainha Vermelha" de Juan Gómez-Jurado. 

Do lado da Gradiva, recebi “Salazar e Caetano - O Tempo em que Ambos Acreditavam Chefiar o Governo”, de José António Saraiva, um livro muito interessante para compreender melhor este período a nossa história (é o segundo livro sequencial a "Salazar - A Queda de uma Cadeira que Não Existia”).

O meu obrigado à Bertrand e à Gradiva pelas ofertas!

No campo das compras, destaco “A Dança da Água” que, entretanto, já li e já comentei por aqui, “Rapariga, Mulher, Outra” de Bernardine Evaristo, vencedora do Booker Prize do ano passado, e uma leitura a curto prazo, o novo livro de Elena Ferrante “A Vida Mentirosa dos Adultos” e ainda um livro em que tenho muito curiosidade, “Ser Mortal” de Atul Gawande.

Adquiri ainda dois dos livros que estavam há mais tempo na minha wishlist, “Deus – uma biografia” de Reza Aslan e “A Ordem do Tempo” de Carlos Rovelli.

Finalmente adquiri, na sequência de ter lido “Escrever”, o livro “The Shining” de Stephen King, e ainda um livro em que andava de olho há muito tempo, “O Capital no Século XXI” de Thomas Piketty.

Em resumo, setembro foi um muito bom mês!

24
Set20

Novidade - "Balada para Sophie" de Filipe Melo e Juan Cavia

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Cressy-la-Valoise, 1933

Dois jovens pianistas, nascidos numa pequena vila francesa, cruzam-se num concurso local. Julien Dubois, o herdeiro privilegiado de uma família rica, e François Samson, o invisível filho do responsável pela limpeza do teatro. Nessa noite, um deles venceu.
Cressy-la-Valoise, 1997

Uma enorme mansão é abalada pela inesperada visita de uma jornalista. Numa nuvem de cigarros e memórias, algures entre a realidade e a fantasia, Julien vai compondo, como numa partitura, uma história sobre o preço do sucesso, rivalidade, redenção e pianos voadores. Afinal, algum deles alguma vez terá vencido? E haverá ainda alguma música por tocar?

Críticas de imprensa
 
«Filipe Melo e Juan Cavia formam aquela que é provavelmente a mais talentosa e produtiva dupla da Banda Desenhada portuguesa recente.»
José Mário Silva — Expresso
24
Set20

Leitura - "Harry Potter e a Pedra Filosofal” de J.K. Rowling

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Mais sobre o livro aqui

Está cumprido um momento que provavelmente já deveria ter ocorrido há muitos anos atrás: a leitura do primeiro livro das aventuras de Harry Potter, “Harry Potter e a Pedra Filosofal”.

Dois fatores contribuíram para que este momento acontecesse agora: o principal foi o interesse do pequeno cá de casa (que anda a ouvir a história aos poucos) e que me levou a sentir a necessidade de conhecer a história, e, adicionalmente a indicação muito positiva de Stephen King sobre o mundo de Potter, no seu livro “Escrever”, que li recentemente.

Sobre o livro aquilo que posso dizer é que, embora não tenha saído a correr para comprar uma varinha mágica, fiquei fã de Harry Potter e do mundo de Hogwarts.

Acima de tudo, depois de ler o livro, consigo perceber todo o universo mágico que foi criado à volta de Harry Potter. A história é efetivamente brilhante do ponto de vista da sua construção imaginária, mas também pela forma com é escrita/contada. É um livro para miúdos e graúdos, escrito numa linha que permite que seja para todos.

Já aqui escrevi várias vezes que os livros com temas associados ao fantástico não são o meu forte, mas neste caso apenas posso dizer que fiquei impressionado e que, a seu tempo, terei de ler os restantes livros, e como não vi os filmes, para mim serão uma novidade absoluta.

Se ainda não conhece o mundo de Harry Potter experimente. Acho que não se vai desiludir.

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23
Set20

Novidade - "A Chama de Adrião Blávio" de Joana M. Lopes

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Adrião Blávio, um solitário vigilante nocturno de um museu de arte, fica misteriosamente paralisado, passando a viver isolado num quarto de hospital. É neste espaço de confinamento que descobre a existência de uma mulher chamada Lázara, vítima da mesma estranha enfermidade. A partir dessa descoberta começa a sonhar e a ouvir a voz dessa mulher, com quem passa a conversar e por quem se apaixona. A expectativa da salvação das garras da doença, os sonhos e planos para um futuro partilhado com Lázara, são as janelas de liberdade que Adrião usa para suportar os seus dias de imobilidade e solidão. Através de memórias fragmentadas e pensamentos dispersos, que aparecem como peças aleatórias de um puzzle, desvenda-se gradualmente quem era este homem, antes da doença.

Por fim, quando a desejada salvação chega, todas as peças dispersas se agrupam, revelando a verdadeira face de Adrião Blávio e até onde pode chegar a chama do seu amor ou o incêndio da sua loucura.

23
Set20

"Desperdício Alimentar" revisitado

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Em março deste ano li o tive oportunidade de registar aqui dois comentários (aqui e aqui) sobre o livro "Desperdício Alimentar" de Iva Pires.

O motivo pelo qual volto agora ao tema do livro prende-se com o meu período de férias grandes e mais concretamente com a permanência de alguns dias num hotel.

Para mim os hotéis sempre foram um dos piores exemplos de desperdício alimentar, nomeadamente os que tem sistema de buffet: rios de comida que os clientes sem qualquer consciência levam para as mesas para depois não consumirem e que, naturalmente, acabam no lixo. Ainda no ano passado, embora em menor escala do que em anos anteriores, assisti a esta situação.

Sucede que este ano as coisas foram diferentes. Porquê? Infelizmente não devido a uma alteração de mentalidades, mas sim por uma imposição da pandemia. Com a pandemia os hotéis com sistema de buffet tiveram de se adaptar para cumprir as regras sanitárias da nova realidade. Acabou-se a lógica de cada cliente mexer e tirar a comida que queria e servir-se à vontade, para uma lógica de buffet assistido, com funcionários a servirem individualmente os clientes, e de mini doses pré-preparadas de tudo um pouco, desde o queijo e fiambre do pequeno almoço até as sobremesas do almoço e jantar.

Em resultado desta nova realidade, as pessoas, acredito que por vergonha, porque é um terceiro a servir o prato e não elas a enchê-lo, acabam por levar doses mais próximo das suas necessidades e não em exagero. Seja da Carne de Porco à Pescador do jantar, seja dos croissants do pequeno almoço e, na prática, o que pude observar foi um muito menor desperdício.

Acredito que a pandemia ajudou os hotéis a gerir melhor os seus recursos na alimentação dos seus clientes e ao mesmo tempo permitiu reduzir bastante o desperdício alimentar. O motivo pode não ser bom, provavelmente não leram o livro, mas o resultado é positivo.

Para quem está desse lado, volto a recomendar a leitura do livro. Mais informação aqui.

22
Set20

Novidade - "Contas-Poupança - Vença a Crise com Inteligência e Aprenda Tudo sobre os seus Direitos" de Pedro Andersson

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Mais sobre o livro aqui

Livro muito útil!

Sinopse:

Se foi afetado financeiramente pela pandemia da Covid-19 (ou no futuro por outra crise qualquer) e quer evitar afogar-se ainda mais em créditos e dívidas para conseguir pagar as suas contas, este livro é para si.
Por outro lado, se mantém os seus rendimentos, mas quer recuperar a saúde das suas finanças, viver com menos preocupações e gerir melhor o seu futuro, vai encontrar neste livro dezenas de dicas práticas que vão fazer a diferença na sua vida.
E se tem algum problema de saúde e não sabe quais os apoios e benefícios que pode ter do Estado, não deixe de o ler. Há muitos direitos que desconhece e que lhe podem valer milhares de euros.

DICAS PARA:
- criar um fundo de emergência para fazer face a uma situação de crise
- financiar-se a si próprio sem precisar de recorrer a créditos
- renegociar os contratos de serviços para pagar menos
- amortizar o seu crédito à habitação e reduzir a prestação mensal
- pagar menos em comissões bancárias
- arrendar a sua casa sem penalização no crédito à habitação
- usar o PPR para ganhar (ainda) mais dinheiro
- usufruir dos apoios estatais em caso de doença ou incapacidade
- usar o seguro de assistência em viagem do carro no estrangeiro

22
Set20

O pequeno & os livros - 5 livros de cada vez

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No final da nossa visita à Feira do Livro de Lisboa, em o pequeno cá de casa foi quem mais livros “comprou”, 5 no total, teve lugar esta conversa:

- Isso é que foi Sr. Pequeno! Trouxemos mais livros para ti do que para o pai e a mãe juntos! – disse eu.

- Pois foi! Temos histórias novas que nunca mais acaba! – completou a mãe.

- Acho que devíamos ter comprado mais! – afirmou o pequeno.

- Mais? – perguntei eu.

- Sim, já viram que vocês têm muito mais livros do que eu!? – disse o mais pequeno.

- Os pais têm mais livros porque foram comprando aos poucos durante muito tempo – disse a mãe.

- Já percebi!! Então nos próximos dias vimos cá e levamos 5 livros todos os dias!! – concretizou a pequena criatura.

Simples! :)

21
Set20

Novidade - "Oração a que faltam joelhos" de Jacinto Lucas Pires

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Órfã de mãe, desde cedo Kate Souza aprendeu a conviver com os silêncios do pai António e o espaço que estes ocupavam na ampla casa familiar, de madeira, com cerca e relvado à frente, igual a tantas outras, nessa terra das oportunidades para onde há muito os pais haviam emigrado. No entanto, quando António morre afogado no rio Lima, durantes as primeiras férias de Kate em Portugal, ela sente-se perdida, culpada e com uma história nas mãos. Uma história que é a sua vida. Talvez seja isso que – num mundo duro e doente, com cada vez menos capacidade de imaginação – faz dela escritora.
Identidade e culpa, amizade e amor, jornalismo e literatura, totalitarismo e loucura, terrorismo e religião cruzam-se na história desta mulher, num tempo e num mundo onde, à falta de outro milagre, as velhas linguagens parecem querer renascer.

21
Set20

Observação livresca em férias

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Este post começou a ser escrito ainda em julho mas foi sendo adiado, na expetativa de alguma evolução positiva até ao final do período de férias. O tema? As leituras que fui observando nos meses de férias.

Antes de mais um esclarecimento: eu não ando a coscuvilhar o que as pessoas tem nas toalhas, nos sacos e afins. O resultado que exponho abaixo resulta apenas da observação direta no raio de ação da minha visão quando sentado na praia ou piscina, ou em trânsito de um local para outro (por exemplo da piscina para o quarto de hotel ou da praia para o parque de estacionamento).

Este ano, no geral, existe uma grande diferença face a anos anteriores, em particular nos períodos de férias: muito menos estrangeiros. Este facto é importante porque nos últimos anos muitos dos livros que fui observando em leitura pertenciam a estrangeiros. Ainda assim, não posso dizer que tenha observado muito menos livros e muito menos leituras. Penso que continuam a ser poucos mas não foram muito menos.

Há ainda outra caraterística comum: a esmagadora maioria dos leitores e leitoras são pessoas com idade acima dos 45 / 50 anos. Continuam ser a exceção as pessoas jovens (ou mais jovens) com um livro nas mãos. E não tem a ver com tecnologia, no sentido em que podiam estar a ler em ebooks. Não é o caso. O movimento do dedo nos dispositivos digitais indica apenas redes sociais e não leitura.

Assim e no que os livros diz respeito, de entre os que fui observando, diria que o vencedor foi Rodrigo Guedes de Carvalho. Mas recentemente com “Margarida Espantada”, mas também com “O Pianista de Hotel”. O segundo lugar vai para Afonso Noite-Luar, também com dois títulos diferentes (num dos casos com a capa meio escondida). Depois de forma pontual vi Isabel Stilwell, Augusto Cury, vi a biografia de Amália Rodrigues, “Amália – Ditadura e Revolução”, vi Danielle Steel e por duas vezes Mark Manson com “A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da”. Vi ainda Elena Ferrante e Pedro Chagas Freitas. E acho que foi tudo.

Esta observação não constitui qualquer amostragem representativa, é apenas isso mesmo, uma observação. Vale o que vale, é um exercício que faço em que tenho sempre a esperança de me surpreender pela positiva. Não posso dizer que isso tenha acontecido. No global são muito poucos livros para um período de observação alargado junho a setembro, entre praia de fim-de-semana e períodos de férias. E, sim, tenho muita pena de não ter sido surpreendido pela positiva. Tenho sempre essa esperança.

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