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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

30
Jun20

Novidade - "O Espião Israelita" de Dov Alfon

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

A foto circula nas redes sociais: um informático israelita de 25 anos desapareceu no aeroporto Charles de Gaulle. Foi visto pela última vez no Terminal 2, acompanhado por uma mulher vestida de vermelho. Poucas horas depois já os telejornais franceses abrem com a notícia. E os serviços secretos israelitas reúnem-se de emergência.

O rapto - porque é de um rapto que se trata - vai desencadear uma série de acontecimentos nos dois lados do Mediterrâneo. Em Paris, um coronel israelita da Unidade 8200, que por acaso vinha no mesmo avião da vítima, começa a investigar. Em Telavive, uma bela e inexperiente oficial tenta perceber porque é que um informático irrelevante se tornou de repente uma ameaça à segurança nacional.

Sem nunca se encontrarem, os dois agentes vão tornar-se aliados numa corrida contra o tempo: têm apenas 24 horas para descobrir o paradeiro do jovem - que é perseguido também por um misterioso comando chinês.

O Espião Israelita é o thriller mais vendido em Israel nos últimos anos. A um ritmo frenético, pontuado por capítulos breves que alternam diferentes pontos de vista, Dov Alfon põe no papel tudo o que ele próprio aprendeu nos serviços de segurança israelita.

O antigo editor do mais prestigiado jornal de Israel - sabe-se hoje - serviu durante anos na célebre Unidade 8200 e, segundo consta, terá mesmo participado na Operação Ópera, que levou à destruição dos reatores nucleares iranianos.

Críticas de imprensa
 
«O melhor thriller de espionagem do ano.»
Daily Telegraph
30
Jun20

Diz que é uma certa falta de livros...

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É muito mais do que isso, mas é certamente também muita falta de livros. Passo a explicar: hoje em dia parece que existe um radicalismo exacerbado em relação a tudo e mais alguma coisa, quase sempre com base opiniões, ou opiniões de terceiros, vendidas como factos.

Não é um tema exclusivo das redes sociais, mas ganha toda uma outra dimensão nas redes socias. Bem sei que nem sou a melhor pessoa para falar sobre isto porque tenho apenas o Instagram do blog, mas vejo por interposta pessoa como determinados temas ganham contornos errados, exagerados, ou distorcidos porque ninguém para tentar perceber o que foi dito, ou escrito e que deu origem ao tema.

Muitas vezes (muitas mesmo) observa-se uma distorção completa de palavras e factos, por vezes por pura ignorância, outras por instrumentalização clara, que depois é seguida e partilhada por uma imensidão de gente que que não verifica absolutamente nada.

O que é que isto tem a ver com os livros? Tudo, na minha modesta opinião. Por norma as pessoas dos livros são muitos menos dadas ao seguidismo cego e mais ao pensamento refletido. Não vão atrás de alguma coisa só porque sim. Param e pensam. Os livros porque não são imediatos, treinam o cérebro para o racionalismo e menos para a emotividade irrefletida.

As pessoas opinam irrefletidamente e urgentemente sobre temas sobre os quais nada sabem, e, muitas vezes quando são confrontadas com isso, reagem mal e aceleram em direção ao ridículo em vez de pararem para pensar.

Por isso, sim, diz que há por aí uma certa falta de livros. É caso para dizer que, um bocadinho de um livro por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

29
Jun20

Novidade - "Outrora e Outros Tempos" de Olga Tokarczuk

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Outrora é uma aldeia polaca situada no centro do mundo e protegida por quatro arcanjos. Esta mítica aldeia, onde a relva sangra, a roupa tem memória e os animais falam por imagens, é povoada por personagens excêntricas e inesquecíveis - humanas, animais, vegetais, minerais - cujas existências obedecem aos ciclos das estações e à inexorável passagem do seu Tempo, mas também aos acontecimentos externos.

Durante três gerações, este microcosmo instável e arrebatador assiste ao eclodir de uma Grande Guerra, à Crise, a uma nova e Segunda Grande Guerra, à Ocupação Nazi, à invasão Russa, e ao choque entre a modernidade e a natureza, espelhando a dramática história da Polónia do século XX.

Primeiro grande sucesso de Olga Tokarczuk, vencedor do prestigiado Prémio da Fundação Koscielski, Outrora e Outros Tempos é um romance histórico, filosófico, mitológico e, no dizer da crítica, «um clássico da literatura europeia contemporânea».

A autora sempre quis escrever um livro como este: «A história de um mundo que, como todas as coisas vivas, nasce, cresce e depois morre… Cozinhas, quartos, memórias de infância, sonhos e insónia, reminiscências e amnésia fazem parte dos seus espaços existenciais e acústicos, compondo as diferentes vozes da sua história.»

Críticas de imprensa
 
«Discretamente poderosa, esta é uma fábula que perdurará nas nossas memórias.»
World Literature Today
29
Jun20

O Futuro da Barata

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Sou honesto, em toda a minha vida entrei três ou quatro vezes na Livraria Barata e com vários anos de diferença entre as visitas. Mas não preciso de a ter visitado mais vezes para reconhecer a sua importância e lugar que tem na história da cidade de Lisboa.

Trata-se de um espaço com mais de 60 anos que teve um papel muito importante durante o Estado Novo, tendo alimentado pensamento político livre, e por isso o seu fundador chegou a ser perseguido pela polícia política.

Enquanto leitor considero ainda que é uma livraria onde dá gosto entrar e onde as pessoas tem efetivo amor aos livros.

Como é do conhecimento geral a Barata atravessa uma grave crise financeira, e, em resultado disso lançou uma campanha de angariação de fundos denominada “O Futuro da Barata é Hoje” com o objetivo de conseguir 190 000 €. O valor destina-se a restabelecer os stocks, a garantir os custos de funcionamento da livraria e a garantir rendas e ordenados. Casa doação pode ser convertida de várias formas (cheques oferta, livros autografados, etc).

Toda a informação sobre a iniciativa e como participar pode ser encontrada aqui.

Da minha parte fiz uma muito pequena doação, mas contribui com alguma coisa sem contrapartidas porque acho que é por uma boa causa. Deixo aqui a informação para quem pretenda fazer o mesmo.

28
Jun20

Novidade - "Prosa — Antologia Mínima" de Fernando Pessoa

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Depois do sucesso do volume com a poesia (já editado em inglês), descubra o essencial da prosa de Fernando Pessoa (ortónimo e heterónimo) numa selecção única do conceituado pessoano Jerónimo Pizarro. Nos últimos anos, Fernando Pessoa passou a fazer parte de um cenário urbano e comercial. Neste contexto, é preciso desaprender Pessoa, para citar Caeiro, e lê-lo como se o estivéssemos a descobrir pela primeira vez.

Para ler esta antologia, é preciso aceitar primeiro aquela que pode ser uma estranha constatação para os admiradores do poeta: «A maior parte do espólio pessoano está em ‘prosa’», diz a introdução. Ou seja, aqui vai-se além do Livro do Desassossego, rumo a «escritos sociopolíticos, filosóficos, esotéricos, epistolares, teóricos». Há alguns mais conhecidos, como a carta a João Gaspar Simões sobre a génese dos heterónimos, outros mais divertidos, como aforismos ou cartas a Ofélia, mas também há surpresas, até para os mais conhecedores — é o caso da «Crónica Decorativa», um bom pretexto para embarcar nesta nova forma de «experimentar» Pessoa.

«Lembro-me de ter relido o texto de Fernando Pessoa: ‘Organizar’, e de ter sido incapaz de não sorrir: ‘Todo o pensador de sistemas fixos, todo o organizador de conjuntos definidos, sofre fatalmente desilusões, quando não desastres. Em toda a organização prática há pois que contar com o inesperado e indefinido da vida.’ […] Pessoa não só escreveu poesia e prosa (em português, inglês e francês), como discutiu sobre ‘as duas formas da palavra escrita’, considerando a primeira própria de uma maior inadaptação ao ambiente, como o afirma num texto inédito que começa: ‘A writer is either essentially a prose writer, or a poet, or a combination of the two.’»
Jerónimo Pizarro, Introdução

28
Jun20

"Express book machine"

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Esta semana encontrei uma notícia interessante sobre as "Express book machines".

O conceito não é  novo, mas passa a ser notícia quando, pelos vistos, é caso quase único por estes dias.

Trata-se de uma impressora que permite imprimir livros digitais, com encadernação incluída em menos de oito minutos. Está instalada numa livraria em Sevilha que pertence a um dos maiores grupos de distribuição independentes em Espanha.

A livraria consegue imprimir cerca de 30 000 títulos de mais de 140 chancelas editorias, sendo a maioria títulos esgotados. O preço é o mesmo que o livro teria de fosse impresso pela via convencional.

O conceito, importado dos EUA, é extremamente interessante, mas pelos vistos não é muito rentável. Por cá já houve várias tentativas de utilizar um processo semelhantes nos últimos anos, mas foram todos abandonados devido aos custos.

Percebo que comercialmente não seja fácil, mas é uma ideia bem interessante!

27
Jun20

Novidade - "O Bando das Cavernas N.º 29" de Nuno Caravela

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Este livro, vindo dos confins do tempo, está repleto de aventuras e gargalhadas. Tudo por causa de um grupo muito especial de amigos: o Tocha, a Ruby, o Menir, o Kromeleque, o Tzick e o Sabre.

Eles são o Bando das Cavernas!

Desta vez, o Kromeleque fez uma asneira tão grande que, segundo ele, quando a mãe descobrir, está perdido. Mas a verdade é que não é só ele quem anda perdido neste livro.

Enquanto o Bando ajuda o Kromeleque a corrigir o que fez, uma misteriosa criatura, que nem ela própria sabe quem é, percorre a floresta atrás deles. Tudo isto irá evoluir, claro, para uma enorme quantidade de gargalhadas e espécies estranhas nesta inesperada aventura nos confins do mundo.

Atreve-te tu também a evoluir e… Junta-te ao Bando!

27
Jun20

Novidade - "Três Diálogos sobre a Morte" de Pedro Galvão

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Será a morte realmente um mal para quem morre? Na esteira de Epicuro e de Lucrécio, alguns filósofos negam que a morte seja má. Muitos outros, discordando dessa posição contrária ao senso comum, propõem explicações diversas do mal da morte. O desacordo filosófico estende-se à natureza da própria morte. Será que esta consiste no termo da existência de um organismo? Ou consistirá antes, por exemplo, na cessação da consciência? Em Londres, no último quartel do século XVIII quatro pessoas muito diferentes encontram-se três vezes para discutir estas questões intrigantes. Fazem-no na casa de Lady Lucy. Além dela, dão corpo aos diálogos o arguto reverendo Royce, o professor Pohl, versado em ciências da natureza, e o jovem literato Pierre Perrier. Um gato observa-os o tempo todo. O pensamento dos grandes filósofos modernos — Descartes, Leibniz, Locke e Hume, entre outros — está muito presente nos diálogos. Estes, todavia, reflectem também a discussão filosófica mais recente sobre a morte, que se tornou particularmente rica nas últimas décadas. O livro termina com uma secção de referências comentadas, um guia bibliográfico actual e criterioso. Entre os temas que os interlocutores são levados a examinar, contam-se a existência da alma, a natureza das pessoas, a sua identidade ao longo do tempo, a importância dessa identidade, e os fundamentos do dever de não matar e do interesse pessoal esclarecido. Num registo bem-humorado mas rigoroso, realçado com ilustrações oportunas e esclarecedoras, este livro tira partido das potencialidades do diálogo filosófico sem cair nas suas armadilhas, proporcionando uma introdução única à filosofia da morte.

27
Jun20

Sugestões livrescas para o Verão

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Começam a surgir as listas de sugestões literários para o Verão. Ao longo das próximas semanas irei tentar deixar aqui algumas delas como forma de inspiração para quem possa necessitar de uma dica.

O Ministérios ira deixar também a sua lista de sugestões, provavelmente durante a próxima semana.

Para já temos:

- Sugestões do Financial Times. As sugestões estão a sair por género literário (penso que um por dia);

- CNN identifica 25 livros perfeitos para o Verão;

- Sugestões da Sapo para Crianças e Jovens;

- The Guardian - The great escape: 50 brilliant books to transport you this summer

26
Jun20

Novidade - "Dá-me a Tua Mão e Leva-me" de Daniel Sampaio

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Dá-me a Tua Mão e Leva-me estuda como evoluiu a relação entre pai e filho, desde os anos 1970 até aos dias de hoje. Parte da parentalidade das últimas décadas do século passado, onde predominava a figura da mãe, até 2020, onde o pai emerge como personagem também fundamental para a criança.

Retrata as modificações físicas, psicológicas e sociais que ocorrem na parentalidade masculina e que contribuem para a emergência do novo pai, ao mesmo tempo que defende a valorização urgente e necessária deste papel parental contemporâneo.

Nos casos de divórcio e no que diz respeito à regulação das responsabilidades parentais, Daniel Sampaio defende a guarda partilhada com residência alternada, como forma de preservar os laços da criança com os dois progenitores.

Esta obra reflete também sobre a evolução da Psiquiatria e da Psicologia no mesmo período de tempo, desde a visão dogmática do passado até aos impasses no seu desenvolvimento ao longo das últimas cinco décadas.

Um texto atual e oportuno, que interessa aos pais e aos filhos, aos técnicos de Saúde Mental e a todos os que se interessam por um melhor relacionamento interpessoal.

26
Jun20

Livros que chegam até ao Ministério – “O Desempregado”

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Mais sobre o livro aqui

O Ministério dos Livros tem vindo a receber ao longo do tempo, e mais recentemente em maior volume, vários livros de diversos autores com o pedido para divulgação e/ou opinião.

Como o tempo que tenho é limitado e tenho a minha própria lista de leituras prevista, muitas vezes não consigo dar resposta imediata no que diz respeito à leitura obra. Posso, no entanto, e com todo o gosto, proceder à divulgação do livro, sempre que o mesmo se enquadra nos meus critérios literários.

Quando refiro critérios literários não o refiro com presunção. Não se trata da qualidade do livro, mas antes do género. Quem aqui vem pode encontrar na divulgação e na leitura vários géneros literários, mas também existem outros que não encontra. São escolhas.

Assim, e neste primeiro “Livros que chegam até ao ministério” venho apresentar o livro “O Desempregado” que me chegou pela mão do seu autor Ricardo Tomaz Alves.

Na sinopse do livro pode ler-se:

“Este é um romance sobre um jovem que perde o emprego e que na luta para conseguir outro passa por entrevistas mirabolantes.

Acaba por conhecer uma jovem ativista que lhe mostra todo um mundo novo e acaba por meter-se em situações com as quais nem sequer imaginara (entre elas o rapto a um alto representante do Governo).

Irá este jovem perder-se no emaranhado de desespero e depressão em que o desemprego se pode por vezes tornar ou encarar esta situação como uma oportunidade de explorar novas oportunidades, tanto de emprego como de vida?”

Ainda só consegui espreitar as primeiras páginas, mas tenho toda a intenção de ler o livro. Para já fica a apresentação, logo que possível o meu comentário.

25
Jun20

Novidade - "Taprobana" de Eduardo Pires Coelho

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Ernest Fonseka - médico e cientista do Sri Lanka a trabalhar em Portugal - é encontrado morto no momento em que vários dos seus pacientes terminais melhoram subitamente. A coincidência leva um alto funcionário da instituição, Rui Fernandes, a realizar um inquérito e a concluir que, na verdade, Ernest estava a testar um medicamento desconhecido, misteriosamente ligado à floresta do Sri Lanka.

No cerne do enigma está Mafalda de Castro, uma jovem mestiça que, em finais do século XVI, testemunhou os desencontros entre os vários reinos dessa ilha que se chamou Taprobana e assistiu à sua ocupação pelos Portugueses, para depois se apaixonar por um fidalgo.

A pesquisa dos documentos encontrados no apartamento de Ernest revelará factos surpreendentes; mas, no rasto desse segredo guardado há séculos, Rui não escapará a um turbilhão de acontecimentos e perseguições, nem ficará a salvo do perigo e das malhas do amor.

25
Jun20

O regresso dos livros

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Sabe bem circular nos sites das livrarias (para já apenas nos sites, para a semana já conto alargar a âmbito às livrarias físicas) e das editoras e perceber que os livros regressaram em força.

Há inúmeras novidades a sair, livros para todos os gostos e interesses. Nada melhor para quem gosta de livros e ao mesmo tempo nada pior para a carteira de quem gosta de livros.

É uma espécie de regresso à normalidade possível num universo que, mesmo em tempos de vacas gordas, nunca é sublime tendo em conta procura registada.

Paralelamente, e para livros com mais de 18 meses há muitas companhas a decorrer com muito bons descontos (deixo alguns exemplos abaixo).

Depois de um período negro em vendas espero sinceramente que esta fase possa permitir ao mercado livreiro algum fôlego. Não será uma panaceia, mas pode ser que ajude.

Aqui ficam algumas campanhas em curso que vale a penas espreitar:

Bertrand Young Adult até 50%

Bertrand - Sugestões até 50%

Gradiva - Livro de Referência com 30%

Presença - desconto 60%

24
Jun20

Novidade - "Rua de Paris em Dia de Chuva" de Isabel Rio Novo

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Na capital francesa, vivem-se tempos de profundas transformações, com a abertura dos grandes bulevares e o despertar de uma nova corrente artística, o Impressionismo, que irá alterar o olhar dos indivíduos sobre a arte e o mundo.

Mas que história de amor à distância poderão experimentar o protagonista deste romance - um diletante chamado Gustave Caillebotte, amigo e mecenas de pintores como Monet e Renoir e, afinal, ele próprio um artista de primeira linha - e a sua Autora, que há anos persegue a história deste milionário triste e decide agora escrever sobre ela? E que papel desempenha nessa relação a enigmática Helena, uma professora de História da Arte que parece saber tudo sobre Caillebotte?

Combinando o impulso histórico com a tentação do fantástico, Isabel Rio Novo - duas vezes finalista do Prémio LeYa - oferece-nos com Rua de Paris em Dia de Chuva uma peça literária fascinante acerca do poder da arte, que a confirma como uma das vozes mais relevantes da ficção portuguesa contemporânea.

24
Jun20

Curiosidades Livrescas

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Escrevo muitas vezes aqui sobre o facto de os portugueses lerem pouco, mas a verdade é que há poucos estudos disponíveis sobre o tema. Constatamos um facto, mas é difícil sustentá-lo com números, sendo que, o que existe são análise mais parcelares sobre essa realidade. É difícil encontrar dados recentes e concretos sobre o tema.         

Então e lá fora, quais são os países que leem mais?

De acordo com os estudos que é possível encontrar sobre o tema, na sua maioria já com alguns anos, os números dizem que é a Índia o país que mais lê (em horas/semana), seguida da Tailândia e China.

O primeiro país europeu é a República Checa em 6º lugar. Portugal não faz parte da lista.

Se os números forem fidedignos os indianos leem mais de 10 horas por semana, ou seja, quase uma hora e meia por dia. Nada mau, diria eu, quando por cá lutamos por 10 minutos por dia.

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23
Jun20

Novidade - "Por Este Reino Acima" de Gonçalo Cadilhe

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Uma viagem ao alcance de todos, para fazer sozinho, em família ou com amigos.

Na sua mais recente viagem, Gonçalo Cadilhe aventurou-se por percursos que todos pensamos conhecer, mas ainda com muito por explorar. Foram 8 dias de caminhada, 200 km de distância entre Lisboa e Coimbra, 25 km por dia, deixando se deslumbrar pelos encantos do nosso país.

Ao percorrer trilhos de outros tempos, o autor evoca o período medieval, relembra como se caminhava há mais de oitocentos anos e reitera como ainda temos tanto a descobrir em Portugal.

A caminhada de Gonçalo Cadilhe, inspirada na viagem que o jovem Santo António terá feito no início do século XIII, por bosques e planícies bem no coração de Portugal, atravessa várias dimensões da atividade física à componente espiritual, da reconstrução histórica à (re)descoberta das belezas no nosso país.

23
Jun20

Leitura - "A Célula Adormecida" de Nuno Nepomuceno

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Mais sobre o livro aqui

Uma agradável surpresa, é a forma como melhor posso resumir o que senti depois de terminar o livro “A Célula Adormecida” de Nuno Nepomuceno. A parte da surpresa, assumo, está relacionada com o facto de já ter pensado por várias vezes em ler um livro do autor, mas ter ficado sempre para depois por receio que não correspondesse às expetativas. Puro engano da minha parte e, acima de tudo uma avaliação injusta.

Trata-se de um livro policial / thriller bem conseguido, bem estruturado, informativo e cru, no sentido em que tem muito de vida real onde tem tudo acaba sempre bem. A trama foi bem engendrada assim como a ligação entre os personagens. A ideia de base é muito bem imaginada e sustentada ao longo do livro. Afonso Catalão, o herói muito terra a terra desta história, entrou para o lote de personagens que vou passar a seguir de perto.

O livro não é novo, ou seja, é uma reedição, o livro original foi publicado em 2016. Desta vez o autor presenteia-nos com dois finais alternativos. Devo confessar que a qualidade geral do livro fez-me desejar um final mais “forte”. Acho que foi conseguido no essencial, com a ligação entre quase todas as pontas, mas senti que ficaram por esclarecer, ou melhor, por explorar, alguns aspetos importantes. Essa é a única razão pela qual me fico pelas 4 estrelas, mas com a certeza que vou ler os outros livros e que recomendo a leitura.

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22
Jun20

Novidade - "A Rapariga do Lago" de Charlie Donlea

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Nenhum suspeito. Nenhum motivo aparente. Apenas uma rapariga que inesperadamente é encontrada morta.

Alguns lugares parecem demasiado belos para serem tocados pelo horror. A pequena cidade de Summit Lake, aninhada nas montanhas de Blue Ridge, na Carolina do Norte, é um desses lugares. Mas, há duas semanas, Becca Eckersley, uma estudante universitária de Direito, filha de um advogado poderoso, foi aí brutalmente assassinada. A cidade está em estado de choque e a polícia não dispõe de qualquer pista relevante.

De início, a repórter de investigação Kelsey Castle pensa que este é um caso simples de resolver. No entanto, a brutalidade do crime e os esforços para o manterem longe do mediatismo prenunciam algo bastante mais sinistro do que um crime aleatório perpetrado por um estranho. À medida que Kelsey investiga, apesar dos avisos e dos perigos que surgem no horizonte, ela começa a sentir uma crescente ligação à rapariga assassinada. E quanto mais descobre sobre as amizades de Becca e a sua vida amorosa - bem como sobre os seus segredos -, mais Kelsey se convence de que reconstituir os passos da vítima poderá ajudá-la a superar o seu próprio passado sombrio…

Críticas de imprensa
 
«Um livro absolutamente assombroso.»
The New York Times

«Charlie Donlea pode vir a ser uma das mais importantes figuras no mundo do suspense.»
Publishers Weekly

«Uma leitura impossível de interromper... Os fãs do suspense contemporâneo vão deleitar-se com esta leitura compulsiva.»
Booklist

«Um enredo enigmático, inteligente e envolvente... Para apreciadores do suspense permanente com reviravoltas surpreendentes.»
Library Journal
22
Jun20

Livros no ataque a Trump

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Há três livros a levantar muita celeuma nos States, todos associados ao presidente Trump (tanto tempo depois ainda é estranho escrever isto). Dois estão ainda em pré-venda e já são best-sellers da Amazon.

O primeiro livro “The Art of Her Deal”, refere entre outros pontos, que Melania Trump terá atrasado a sua ida para a Casa Branca para renegociar o acordo pré-nupcial.

O segundo livro, “The Room Where It Happened”, do ex-conselheiro de Segurança Nacional John Bolton, tem algumas acusações graves, mas nem tanto surpreendentes, como seja o facto de todas as decisões de Trump serem tomadas a pensar na sua reeleição e de tomar decisões completamente irracionais e desprovidas de conhecimento e informação. A editora apresenta o livro como "o livro que Donald Trump não quer que você leia". É lançado amanhã, 23 de junho.

Por fim, o terceiro livro, “Too Much and Never Enough: How My Family Created the World"s Most Dangerous Man”, da autoria de uma sobrinha de Trump, faz revelações sobre o universo familiar Trump e sobre a personalidade do tio e sua capacidade de influência negativa.

Se é verdade que estou farto de Trump não é menos verdade que fiquei com muito curiosidade nestes livros, em particular no livro de John Bolton.

Em ano de eleições espero que possam vir a contribuir para o fim de um dos mais tristes períodos da história do ainda mais poderoso país do mundo.

21
Jun20

Novidade - "Os Cruzados - Uma história épica das guerras pela Terra Santa" de Dan Jones

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

«Tomai este caminho e obtereis a remissão dos vossos pecados, seguros na indestrutível glória do Reino Sagrado.»

Assim falou o Papa Urbano II em 1095, palavras de estímulo aos cristãos para seguirem o caminho do Santo Sepulcro e libertarem a cidade de Jerusalém de séculos de governação islâmica. O apelo a esta união por parte de Urbano II, com a promessa da salvação para todos os que tomassem a cruz, desencadearia um conflito religioso numa escala épica.

Príncipes cristãos, seguidos por legiões de fiéis, iniciaram uma cadência de guerras santas contra os inimigos de Cristo que imergiriam a Europa e o Mediterrâneo num banho de sangue - de Alepo, no Levante, ao Al-Andalus, no Ocidente. Em Os Cruzados, Dan Jones apresenta uma perspetiva particular sobre um conflito medieval entre a cristandade e o islão que se manteve aceso durante quase quatro séculos e cujos ecos ainda hoje se fazem ouvir.

Mais do que uma simples exposição dos acontecimentos das Cruzadas, Dan Jones oferece-nos um enquadramento histórico com base numa sequência de episódios emocionantes. Os cruzados são mulheres e homens, cristãos das Igrejas do Oriente e do Ocidente, muçulmanos sunitas e xiitas, árabes, judeus, turcos, egípcios, berberes e mongóis e até um grupo viquingue.

Dan Jones tem uma magnífica aptidão para redigir esta narrativa histórica estimulante. Nunca até aqui a época das Cruzadas foi retratada de modo tão intenso e vibrante, nem a sua história relatada com tanto entusiasmo.

Críticas de imprensa
 
«Uma das melhores obras de sempre sobre a tumultuosa e emocionante história das Cruzadas.»
The Sunday Times

«Cada página desta obra extraordinária é uma prova clara de que a história das Cruzadas continua a ser cativante e absorvente.»
The Times

«Dan Jones apresenta um quadro expressivo e rigoroso da cultura, política e personalidades da era das Cruzadas.»
Publishers Weekly

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