Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Novidade - "Filosofia para Pessoas com Pressa" de Lesley Levene;

28.10.19

0000t.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Os filósofos podem trazer à tona questões complexas, quer se perguntem se uma árvore faz som ao cair se ninguém estiver presente para a ouvir (Berkeley), quer afirmem que tudo o que existe no universo está num estado de fluxo constante (Heraclito).

Mas será a filosofia realmente tão complicada?
E será realmente tão abstrata quanto por vezes parece ser?

O livro Filosofia para Pessoas com Pressa é o manual ideal para eliminar o receio pela filosofia. Escrito num estilo acessível e extremamente interessante, este livro explica como é que a filosofia começou, porquê, e de que modo - desde a democracia grega ao comunismo.

Explica ainda de que forma a maneira como vivemos, aprendemos, argumentamos, votamos e até gastamos o nosso dinheiro têm a sua origem no pensamento filosófico.

No interior deste livro encontrará todos os nomes importantes, incluindo Sócrates, Séneca, Santo Agostinho, Descartes, Marx e Nietzsche.

Críticas de imprensa
 
«Com humor, conhecimento e muitos pensamentos úteis. »
Lancashire Evening Post

Notas sobre as pessoas dos livros

28.10.19

notas pessoas dos livros.jpg

Inauguro hoje uma nova rubrica no blog, denominada “Notas sobre as pessoas dos livros”.

O objetivo é simples: tentar, através de exemplos práticos com os mais me deparo, provar “cientificamente” que as pessoas dos livros, regra geral reagem de uma forma mais racional em situações do mundo real do que as outras pessoas.

A definição de pessoas dos livros é simples: são pessoas que leem, que gostam de livros, que consideram o entretenimento e do conhecimento que estes providenciam como uma condição essencial à sua vida.

A primeira nota vai para algo que ultimamente me tenho deparado e que tem que ver com a diferença efetiva entre alfabetização e literacia sendo esta última entendia como “a capacidade para perceber e interpretar o que é lido”. Hoje a esmagadora maioria das pessoas já faz parte do grupo dos alfabetizados, mas há muita gente iletrada (entendido aqui como quem não compreende com facilidade o que lê).

A minha experiência diz-me que se nota uma diferença entre as pessoas dos livros e todos os outros, independentemente do grau académico. Há cada vez mais pessoas que não conseguem interpretar o que leem. Entender o que realmente é escrito. Não sei se esta é uma consequência da velocidade da informação nas redes sociais que “obriga” a que apenas se passe os olhos por cima sem profundidade, ou se tem outro fundamento.

As pessoas dos livros têm uma capacidade diferente para entender, interpretar, encontrar sentido. Esta realidade é percetível, por exemplo numa reunião entre várias pessoas. Arrisco dizer que, dependendo do tema, consigo muitas vezes identificar quem é e quem não é uma pessoa dos livros pela capacidade de entender, argumentar e relacionar ideias.

Desse lado, reconhecem esta realidade?

Novidade - "Agente em Campo" de John le Carré

28.10.19

00u1.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinospe:

Nat, 47 anos, veterano dos Serviços Secretos britânicos, pensa que o seu tempo como controlador de agentes chegou ao fim. Está de regresso a Londres com a mulher, a paciente e dedicada Prue. Mas, face à crescente ameaça do Centro de Moscovo, a repartição tem mais uma missão para ele. Nat é nomeado chefe do Porto de Abrigo, um inoperante subposto da Geral de Londres com um bando de espiões incompetentes. A única estrela da equipa é a jovem Florence, que tem aspirações ao departamento da Rússia e está de olho num oligarca ucraniano com fortes ligações ao regime russo.

Nat não é apenas um espião, é um apaixonado jogador de badmínton. O seu adversário habitual das segundas-feiras tem metade da sua idade: o introspetivo e solitário Ed. Ed odeia o Brexit, odeia Trump e odeia o emprego que tem numa impiedosa agência de comunicação. E é precisamente Ed, de todas as pessoas a mais improvável, quem vai levar Prue, Florence e o próprio Nat pelo caminho de raiva política que acabará por os enredar a todos.

Agente em Campo é um retrato arrepiante do nosso tempo, ora doloroso, ora com laivos de humor negro, traçado com uma tensão infatigável pelo maior cronista da atualidade.