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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Top de vendas do New York Times

12.10.19

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Mais uma espreitadela pelo top do New York Times para antecipar o que depois vai aparecer por cá, traduzido, embora dois dos livros até já estejam disponíveis, nomeadamente os livros de Malcolm Gladwell e de Delia Owens.

Nos demais destaco um livro que está a ser divulgado até à exaustão pelo clube do livro da Ophra “The Water Dancer”, dai também a curiosidade, e o livro “Blowout” um retrato sobre o mundo atual.

Uma nota ainda para o livro “The Gutsy Wonen” escrito a quatro mãos pelos elementos femininos da família Clinton: Hillary e Chelsea.

Mas há livros para todos os gostos!

Novidade - "As Gémeas de Auschwitz" de Eva Mozes Kor e Lisa Rojany Buccieri

12.10.19

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

«Se eu tivesse morrido, Mengele teria dado uma injeção letal à minha irmã para fazer uma autópsia dupla. Só me lembro de repetir para mim mesma: tenho de sobreviver, tenho de sobreviver.»
Eva Mozes Kor

As portas do vagão abriram-se pela primeira vez em muitos dias e a luz do dia brilhou sobre nós.
Agarrei bem a mão da minha irmã gémea quando nos empurraram para a plataforma.

- Auschwitz? É Auschwitz? Que sítio é este?
- Estamos na Alemanha - foi a resposta.

Na verdade, estávamos na Polónia, mas os Alemães tinham invadido a Polónia. Era na Polónia alemã que se situavam todos os campos de extermínio.
Os cães rosnavam e ladravam. As pessoas do vagão começaram a chorar, a berrar, a gritar todas ao mesmo tempo; todos procuravam os seus familiares à medida que eram afastados uns dos outros. Separavam homens de mulheres, filhos de pais.

Um guarda que ia a passar a correr parou bruscamente à nossa frente. Olhou para Miriam e para mim nas nossas roupas a condizer: «Gémeas! Gémeas!», exclamou. Sem dizer uma palavra, agarrou em nós e separou-nos da nossa mãe. Miriam e eu gritámos e chorámos, suplicámos, as nossas vozes perdidas entre o caos, o barulho e o desespero, tentando chegar à nossa mãe, que, por sua vez, tentava seguir-nos, de braços estendidos, com outro guarda a retê-la.

Miriam e eu tínhamos sido escolhidas. De repente, estávamos sozinhas. Tínhamos apenas dez anos. E nunca mais voltámos a ver nem o nosso pai nem a nossa mãe.