Lamento livresco de férias

Estive de férias uns dias num hotel com muita piscina e sol, aproveitando o bom tempo. Contrariamente ao que aconteceu em junho, desta vez a lotação não estaria muito além dos 50% e os clientes eram, diria, mais de 95% portugueses.
Esta alteração do tipo de clientes traduziu-se também, diria eu, mais uma vez, no tipo de hábitos: não vi um único livro nas espreguiçadeiras, na esplanada do café ou onde quer que fosse.
Poderão alguns argumentar: toda gente estava a ler versões digitais. Lamento, mas não seria o caso. Como é que eu sei? Porque a leitura digital não funciona bem com o dedo permanentemente em formato scroll, próprio das redes sociais.
Não tenho nada a ver com os hábitos dos outros é um facto, mas num espaço que é sobre livros não posso deixar de lamentar que, nem quando tem tempo as pessoas leem. Seja lá o que for. É apenas um lamento, nada mais, cada um lá sabe de si.
Bom fim de semana!
