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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

O que se lê lá por fora - Brasil

24.08.19

Por vezes gosto de espreitar os tops de vendas de livros lá por fora (já aqui falei por diversas vezes do NY Times) para tentar perceber semelhanças e diferenças com o que acontece por cá. Esta semana espreitei as vendas no Brasil e a primeira cois que salta à vista é que o livro mais vendido é o mesmo há mais de um ano "A Arte Subtil de Saber Dizer Que Se F*da"  de Mark Manson (tenho quase a certeza que não estou a exagerar) e foi também o mais vendido no ano passado no Brasil e em Portugal (foi também uma das minhas leituras).

De destacar que há dois brasileiros no top 5 o não deixa de ser relevante, independentemente do tema do livro e que 4 dos 5 livros estão enquadrados na área/tema de autoajuda, embora muito honestamente ache que hoje em dia também já se inclui tudo e mais alguma coisa nesta área.

Acho muito curioso espreitar o que se lê lá por fora. Para mim o Brasil não seria necessariamente o exemplo mais próximo de nós no que diz respeito a leituras, mas afinal tem mais em comum do que parece (se compararmos o TOP abaixo com o da FNAC esta semana no campo da não ficção, os dois livros de Mark Manson aparecem ambos no top 6 dos dois países).

 

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Novidade - "Os Lusíadas de Luís de Camões Contados às Crianças e Lembrados ao Povo" de João de Barros

24.08.19

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Livro recomendado para o 8º ano de escolaridade, destinado a leitura orientada.
Era uma vez um povo de marinheiros e de heróis, o povo português, o nosso povo, que já lá vão muitos anos — mais de quatrocentos — quis descobrir o caminho marítimo para a Índia. A Índia aparecia então, aos olhos de todos os Europeus, como terra de esplendor e de riqueza, que todos os homens desejavam, mas onde era difícil, quase impossível chegar. Quatro pequenos navios — tão pequenos sobre o imenso, ignorado Oceano! — Quatro naus comandadas pelo grande capitão Vasco da Gama lançaram-se através do Atlântico, só conhecido até ao Cabo da Boa Esperança, dobraram esse Cabo e puseram-se de vela para a região que demandavam.

O vento era brando, o mar sereno. Até então a viagem correra sossegada. Mas os perigos seriam constantes, a travessia arriscada, a viagem longa. E ninguém sabia ao certo o rumo a seguir, pois nunca outra gente se atrevera sequer a tentar tão comprida e custosa navegação.

Só a coragem e a audácia dos Portugueses seria capaz da proeza heróica! Assim inicia João de Barros a sua adaptação em prosa de Os Lusíadas, o poema épico português. Nesta obra, o autor condensa e simplifica a leitura dessa joia da literatura nacional, tornando-a acessível a um público mais jovem, mas interessado em conhecer a sua História e as suas Origens.