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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Não gosto de não gostar de livros

14.08.19

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Felizmente não me acontece muito, mas ultimamente aconteceu-me duas vezes: não gostar de um livro, ou pela menos não o apreciar como estaria à espera.

Aconteceu-me com “Less” e mais recentemente com “Outono”. Tinha boas expetativas em relação a ambos os livros e estas acabaram por não se concretizar.

Como também não gosto de deixar livros a meio, mesmo não estando a apreciar particularmente, levo o livro até ao fim, na expetativa de até poder mudar pelo menos parcialmente de opinião.

Confesso que há duas coisas que me custam: a primeira é ter criado uma ideia errada do livro, mas mais ainda o facto de ter dedicado precioso tempo a um livro que afinal não gostei tanto quando o podia canalizar para outro melhor.

É verdade que em tudo na vida isto acontece, e vai voltar a acontecer, mas como, regra geral, tenho acertado nas escolhas dos livros que leio e nos últimos tempos tive duas escolhas menos boas, confesso que me deixou a pensar: ou ser mais criterioso nas escolhas ou então aceitar melhor que posso escolher livros que gosto menos.

Enfim, ler também é isto e tenho a certeza que há muita gente que leu os dois livros e os achou muito bons, e que há livros que eu gostei que muita gente não gostou. É assim mesmo, e ainda bem, de qualquer forma quero ver se evito nos próximos tempos. É chato não gostar de livros.

Novidade - "Trajectos Filosóficos" de José Gil

14.08.19

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Quando os pirilampos surgem, ao cair da noite, não anunciam as trevas. Quando começa a ficar escuro, as luzes saltitam, aparecem e desaparecem, mudam de sítio, povoam o espaço e, iluminando o ponto em que se encontram, marcam a distância entre a claridade do crepúsculo e o escuro por vir.

Assim fazem os conceitos, pirilampos num lusco-fusco que o pensamento atravessa. Rasgam o espaço, orientando-o aqui e ali, correndo livres, à procura uns dos outros, em conivência íntima inconsciente. A filosofia tenta ligá-los, entrando ao máximo na sua luz, ampliando-a, intensificando-a, traçando os melhores trajectos para se encontrarem.

Abre caminhos, descobre atalhos de um a outro conceito e dentro de cada conceito. Às vezes tece uma rede vibrante de percursos. Do homem ao animal, da indiferença à inexistência de Deus, do destino à história, ou da máquina inteligente ao pensamento, inventam-se trajectos que, no meio do tumulto do mundo, lançam um facho de luz no escuro da noite.