Leitura - “Escola de Espiões” de Denis Bukin
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Há uma cena no filme “The Bourne Identity” com Matt Damon no papel de Jason Bourne, em que ele está sentado num café com a rapariga que o está a ajudar na fuga a uns tipos que parecem ser os únicos que sabem a sua identidade, (ele não se lembra quem é). Nessa cena ele diz que sem saber porquê decorou todas as matrículas dos carros que estão no parque do café e tomou nota mental do comportamento das pessoas que estão sentadas no mesmo café. Para quem não conhece, Jason Bourne é uma espécie de agente secreto e esta cena, nem sei bem porquê, é uma das imagens de marca que me vem à cabeça sempre que penso em... agentes secretos.
Isto tudo para dizer que conclui o livro a “Escola de Espiões” de Denis Burkin e a imagem acima referida me passou pela cabeça inúmeras vezes.
É efetivamente um excelente livro, alegadamente escrito por um ex-agente secreto, que nos ensina o que precisamos de saber para nos tornarmos espiões, pelo menos de trazer por casa.
O livro é simples, direto e tem uma componente prática que acompanha toda a teoria com inúmeros exercícios para colocar em prática os conhecimentos adquiridos de uma forma foi didática. A base para a todo o livro é uma história real, no mundo do KGB, que o autor aproveita para enquadrar os ensinamentos que pretende passar
Devo dizer que fiz uma parte dos exercícios, mas a partir de um certo nível de dificuldade a coisa complica-se e só com muita prática é que lá chagamos. Mas apreciei cada momento, sem dúvida.
Para quem esteja desse lado e que pense que este livro é exclusivamente para apreciadores e entusiastas do tema espionagem, desengane-se. A maior mais valia do livro (para além do tema em si) é a componente de ensinamento prática que pode ser aplicado no nosso dia a dia em vertentes como seleção de informação, concentração, memorização e foco, em particular em situações de stresse. Se tiverem oportunidade leiam e tirem as vossas conclusões. Eu tirei meia dúzia de notas que vou tentar aplicar. Não vou ser um agente secreto, mas acho que posso pelo menos tentar ser um melhor “agente”.
E mais uma vez o meu obrigado à Bertrand pela oferta.


