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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

O prazer de reencontrar um livro que me ensinou

10.06.19

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Há uns anos atrás, aquando da mudança de casa dos meus pais, deitei fora a esmagadora maioria da minha tralha de criança e embora não intencional, pensava que no lote tinham ido os meus livros e cadernos da primária. Na altura não me preocupei muito com isso, mas hoje com um pequeno que às vezes já questiona o que o pai fazia na escola e que livros tinha, já me tinha arrependido de não ter tido mais cuidado com o que deitei fora.

Um dia destes a minha mãe informou-me que havia lá em casa uma caixa com coisas minhas e ao vasculhar encontrou muitos dos meus livros dos primeiros quatro anos de escola, onde estava este também: o meu livro favorito da 1ª classe "Meio Físico e Social". Era o meu livro favorito porque achava que era o que tinhas mais coisas para me ensinar. Ainda hoje é um dos critérios para apreciar um livro e agrada-me muito o facto de poder vir a partilhá-lo com o meu filho!

Novidade - "Serotonina" de Michel Houellebecq

10.06.19

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Romance lírico, irónico, cruel, cirúrgico e profético, Serotonina é uma radiografia do futuro que nos espera, atravessada pelo olhar sempre provocador de Michel Houellebecq.

Florent-Claude Labrouste tem quarenta e seis anos, é funcionário do Ministério da Agricultura e detesta o seu nome. Divide o apartamento na periferia de Paris com Yuzu, a namorada japonesa, muitos anos mais jovem. Cínico, profundamente desesperançado e intimamente só, tudo lhe parece insuportável: a França está à beira do precipício, a Europa ameaça ruir, a sua vida é um beco sem saída.

A descoberta de uns vídeos comprometedores da namorada, que ele planeava há muito abandonar, leva-o a despedir-se de muito mais: deixa o emprego, a namorada e a casa, e aluga um quarto de hotel. Dedica os dias a divagar e deambular pelos bares, restaurantes e lojas da cidade. E descobre Captorix, um antidepressivo que liberta serotonina e lhe devolve a possibilidade de aguentar o dia-a-dia mas lhe rouba aquilo que poucos homens estariam dispostos a perder.

Aproveita a ruptura radical para rememorar o passado: as aspirações e ideais de jovem agrónomo; as relações amorosas, de fim desastroso; a nostalgia de um amor perdido; e o reencontro com um velho amigo aristocrata, que o ensina a manusear uma espingarda. Entre passado e futuro, é-lhe forçoso contemplar, com uma feroz acidez, um mundo sem bondade, desumanizado, atingido por mutações irreversíveis.

Com Serotonina, romance-profecia de um futuro pouco perfeito, Houellebecq reafirma-se uma vez mais como um cronista impiedoso da decadência da sociedade ocidental, um escritor indómito, incómodo e por isso imprescindível.