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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

25 de abril num livro

25.04.19

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Tenho em casa bastante literatura sobre o 25 de abril. Livros, documentos, muitos comprados há muitos anos nas livrarias e alfarrabistas de lisboa. São, naturalmente, na sua maioria eminentemente de esquerda, mas também tenho outras versões e livros muitos interessantes sobre este período, de autores portugueses e estrangeiros.

Quando andava na facultade o professor que leciona a cadeira onde este período da História de Portugal era abordado mais a fundo dizia-nos que, se quiséssemos um verão mais imparcial sobre o 25 abril deveríamos optar por escolher autores estrangeiros. A ideia, que me parece bastante válida ainda hoje, passava por considerar que mesmo no final dos anos 90 não estávamos ainda longe o suficiente da data para conseguirmos ter uma visão portuguesa totalmente imparcial, coisa que um estrangeiro conseguiria.

Assim, um dos livros recomendados era este “A Revolução Portuguesa e a sua Influência na Transição Espanhola (1961-1976)” dum autor espanhol, Josep Sanchez Cervello. Li o livro na altura por necessidade, mas ainda hoje o reconheço como um documento generalista muito sólido sobre o nosso 25 de abril, e, por isso, sem qualquer desprimor por toda a exaustiva obra existente sobre o tema de autores portugueses, fica a minha sugestão.

Novidade - "Depois da Queda" de Viriato Soromenho-Marques 

25.04.19

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Sinopse:

«Em Portugal na Queda da Europa, publicado em 2014, defendi que a Europa estava em queda, mas ainda não se tinha despedaçado. Volto ao tema neste breve livro, com uma urgência redobrada, para afirmar que a Europa em 2019 - entendida como o projeto de integração europeia de que resultou a atual União Europeia - já se encontra tombada sobre terra, impossibilitada de se reerguer se as políticas e as instituições que a conduziram até ao chão se mantiverem sem mudanças profundas. Insisto, a União Europeia jaz à beira de um declive para onde resvalará se o presente rumo não for alterado, daí resultando uma fragmentação de consequências negativas imprevisíveis, mas com toda a certeza de enorme impacto, não só para o Velho Continente, mas para a ordem global.»

«Depois da Queda foi escrito a pensar nos leitores que se encontram no mesmo barco de espaço e tempo que é o do Portugal, Estado-membro de uma União Europeia mergulhada numa perigosa crise existencial, que se arrasta há demasiado tempo. É um livro pensado para poder ser conversado com todos os europeus, navegantes vinculados a um mesmo destino.»
Viriato Soromenho-Marques