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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

10
Jul18

Leituras - "Um Gentleman em Moscovo" de Amor Towles

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Conclui já na quarta feira da semana passada o livro “Um Gentleman em Moscovo” de Amor Towles.

Posso dizer que foi uma leitura com gosto e interesse em crescendo. Confesso que logo no início não fiquei muito entusiasmado, mas ao fim de algumas páginas o interesse cresce e fica claro que o livro é bom, mesmo muito bom.

A construção da história é excelente, o enredo é muito bem conseguido, as personagens muito convincentes e a escrita é altamente cativante. O autor releva uma grande qualidade de escrita, na linguagem utilizada, na ligação entre as diversas personagens e mesmo na informação disponibilizada ao leitor sobre o local onde a história decorre (um hotel) e sobre a envolvência política (a Rússia pós resolução) que torna a narrativa muito fluida, agradável e ao mesmo tempo imprevisível.

Para quem gosta de história é também uma oportunidade para ficar a conhecer melhor algumas particularidades da Rússia bolchevique.

Consigo perceber facilmente todo o entusiasmo à volta do livro e a crítica extremamente positiva que teve. É um livro de se lhe tirar o chapéu, de facto. E embora seja cada vez mais difícil dizer que fica na lista do 10 ou dos 20 mais (tenho lido muitos livros bons nos últimos anos), é certamente um livro que fica.

Convido outros leitores a percorrerem a história do conde Rostov e apreciarem muito bons momentos de entretenimento. Este é um daqueles livros que vale mesmo a pena ler.

 

Sinopse:

Por causa de um poema, um tribunal bolchevique condena o conde Aleksandr Rostov a prisão domiciliária. Ficará retido, por tempo indeterminado, no sumptuoso Hotel Metropol. A prisão pode ser dourada. Mas é uma prisão.Estamos em Junho de 1922. Despejado da sua luxuosa suíte, o conde é confinado a um quarto no sótão, iluminado por uma janela do tamanho de um tabuleiro de xadrez. É a partir dali que observa a dramática transformação da Rússia. Vê com tristeza os magníficos salões do hotel, antes animados por bailes de gala, serem agora esmagados pelas pesadas botas dos camaradas proletários. E vê-se obrigado a negociar a sua sobrevivência, num ambiente subitamente hostil. Aos poucos, porém, o aristocrata descobre aliados no hotel, com quem partilha o seu amor pelo belo – e a defesa de valores morais que nenhuma ideologia poderá vergar. Faz-se amigo do chef, dos porteiros, do barbeiro, do encarregado da garrafeira, e com eles conspira para devolver ao Metropol a sua antiga e majestosa glória. Ao mesmo tempo, toma sob a sua proteção uma menina desamparada, a quem provará que a vida não se resume à luta de classes. Amor Towles oferece-nos um dos mais requintados (e melancólicos) romances dos últimos anos.Uma obra épica, habitada por uma galeria de personagens inesquecíveis e servida por uma escrita de uma elegância cada vez mais rara nas letras contemporâneas.    

10
Jul18

Novidade - "Como a Sombra Que Passa" de Antonio Muñoz Molina

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Sinopse:

A 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado. Durante o tempo que permaneceu em fuga, o seu assassino, James Earl Ray, passou dez dias em Lisboa, a tentar obter um visto para Angola. Obcecado por esse homem fascinante, e graças à abertura recente dos arquivos do FBI sobre o caso, Antonio Muñoz Molina reconstrói o crime, a fuga e a captura de Ray, mas sobretudo os seus passos na capital portuguesa. Lisboa é cenário e protagonista deste romance, enquanto destino de três viagens que se vão alternando na perspetiva do autor: a do fugitivo James Earl Ray em 1968, a do jovem Molina, que em 1987 partiu de Granada em busca de inspiração para "O Inverno em Lisboa", livro que o consagraria, e a do escritor aclamado que tece a narrativa nos dias de hoje. Original e apaixonante, "Como a Sombra Que Passa" aborda, a partir da maturidade e num registo íntimo, temas relevantes na obra de Antonio Muñoz Molina: o passado como matéria de difícil recriação, o caráter fugaz do instante, a construção da identidade e o fortuito como motor do real, que neste livro ganham forma através de uma primeira pessoa inteiramente livre que desafia perceções e se resolve no próprio processo de escrita.

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