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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

“Boas, velhas livrarias”

01.03.18

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Foi um misto de sensações aquilo que senti ao ler a crónica de ontem de Miguel Esteves Cardoso no “Público”, “Vivam as Livrarias”: enorme inveja por um lado, perfeita sintonia por outro e ainda uma total concordância.

Miguel Esteves Cardoso esteve em Londres e aproveitou para ir a uma livraria (no caso a Hatchards) adquirir livros. A crónica é sobre os seus sentimentos em relação a esse momento.

Sobre os meus sentimentos em relação ao que Miguel Esteves Cardoso Escreveu, registo o seguinte:

- Enorme inveja: por andar por Londres e ainda por cima a deambular por livrarias a comprar livros;

- Perfeita sintonia: quando escreve que “é mesmo preciso entrar em boas livrarias por muitas riquezas que tenha o mundo online. A Internet é boa para comprar os livros que queremos, mas não presta para nos mostrar livros que não sabíamos que existiam.”

- Total concordância: “Só numa livraria é que se sente esta euforia aflitiva que culmina com a loucura de querer comprar o conteúdo da loja toda para mais tarde poder escolher calmamente os livros com que quero ficar.”

Enfim, do alto da minha enorme pequenez, quando comparo com o autor, podia ter escrito todas as suas palavras, no sentido em que teria sentido exatamente a mesma coisa em relação às, como ele escreve, “boas, velhas livrarias”.

Normalmente quem gosta de livros sabe que entrar numa livraria antiga trás uma sensação diferente, mais genuína. E como se estivéssemos a visitar os livros no seu habitat natural. Pena que sejam cada vez menos.

Novidades - "Guerra Americana" de Omar El Akkad

01.03.18

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Aqui há uns tempos recebi uma newsletter da Penguin Random House onde constava este livro "Guerra Americana". Lembro-me de ter dado uma vista de olhos e de ter pensado que sim senhor, este seria um forte candidato a entrar na minha “want to read list”. Entretanto (e mais uma vez) como apenas estava disponível em inglês, refreei os ânimos e confesso que nunca mais me lembrei dele. Entretanto ontem dei conta que a tradução em português já está disponível em pré-venda, sendo que estará disponível a partir de amanhã nas livrarias.

Trata-se de um retrato futurista da América, realizada pela mão do autor Omar El Akkad. O contexto da obra é bastante interessante (ver abaixo), e, pelo que consegui perceber a crítica foi bastante positiva.

É mais um que vai entrar na minha (longa) wishlist e compras e depois para leitura.

 

Sinopse

O relato de uma América futura despedaçada pelas suas divisões políticas, tribais e humanas. Sarat Chestnut nasceu no Louisiana e tem apenas seis anos quando a Segunda Guerra Civil Americana eclode em 2074. Mas até ela sabe que o petróleo é proibido, que metade do Louisiana está submerso e que drones não tripulados sobrevoam os céus. Quando o seu pai é morto e a sua família é obrigada a viver num campo de refugiados, ela rapidamente começa a ser moldada por esse tempo e lugar até que, finalmente, pela influência de um misterioso funcionário, se transforma num instrumento mortífero da guerra. A sua história é contada pelo seu neto, Benjamin Chestnut, que nasceu durante a guerra - parte da Geração Milagrosa - e é agora um idoso a confrontar os segredos negros do passado, do papel da sua família no conflito e, em particular, a importância da sua tia, uma mulher que salvou a sua vida ao destruir a de outros.