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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

18
Set20

Novidade - "Unorthodox - A verdadeira história das minhas raízes" de Deborah Feldman

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Mais sobre o livro aqui

Tive oportunidade de ser a excelente série baseada neste livro na Netflix, pelo que, não tenho grandes dúvidas e considerar que se trata de um bom livro.

Sinopse:

A seita Satmar, do judaísmo hassídico, é tão misteriosa quanto fascinante para quem a observa de fora. Nestas extraordinárias memórias, Deborah Feldman revela como é a vida presa a uma tradição religiosa que valoriza o silêncio e o sofrimento em detrimento da liberdade individual.

Deborah cresceu sob um código de costumes implacavelmente impostos que tudo controlava: desde o que podia vestir a com quem podia falar ou ao que estava autorizada a ler. Foram os momentos insubmissos que passou com as densas personagens literárias de Jane Austen e Louisa May Alcott que a ajudaram a imaginar um estilo de vida alternativo.

Ainda adolescente, viu-se aprisionada num casamento disfuncional, sexual e emocionalmente, com um homem que mal conhecia. A jovem satmar, bem-comportada, viu-se sufocada pela tensão entre os seus desejos e as suas responsabilidades; esta foi-se tornando cada vez mais explosiva e, aos dezanove anos, quando deu à luz, compreendeu que, fossem quais fossem os obstáculos, teria de forjar um caminho - para si e para o filho - que a levasse à felicidade e à liberdade.

Críticas de imprensa
 
«É difícil de acreditar que esta seja uma história real. É um daqueles livros que é impossível parar de ler.»
The New York Post

«Fascinante... extraordinário.»
Marie Claire

«Uma narrativa notável.»
Kirkus Reviews

«Um olhar inédito sobre a comunidade hassídica, à qual muito poucos têm acesso.»
Minneapolis Star-Tribune
18
Set20

O (meu) último retiro livresco deste verão

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Termina hoje um período muito bonito: as minhas férias grandes deste ano. Terminam já muito próximo do fim do verão, ao que me dá algum consolo e que me deixa menos nostálgico porque aproveitei (acho) os últimos laivos de calor.

Uma das coisas boas deste período foi precisamente a possibilidade de disfrutar, num local muito agradável, de um magnífico descanso absoluto-relativo, que é um conceito que quem tem filhos com idades próximas dos 5 anos certamente entende.

Não houve tantos livros como gostaria, mas houve sempre leitura. Bastante leitura. Houve muitos momentos de aproveitamento do descanso e do sossego para mais uma página. No total foram ao todo 3 livros.

Esta foto foi tirada nos últimos momentos de leitura do livro “Patagónia Express” sobre o qual irei escrever aqui no próximo domingo, aproveitando uma manhã de sol, sem vento, com muita tranquilidade à volta. Vou sentir falta disto (e de boa comida) mas as leituras continuam noutras paragens. Para o ano teremos mais retiros livrescos de verão!

17
Set20

Novidade - "Quichotte" de Salman Rushdie

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Mais sobre o livro aqui

Mais uma leitura muito aguardada e um dos livros na minha wishlist.

Sinopse:

Inspirado pelo clássico de Cervantes, Sam DuChamp, um medíocre autor de livros de espionagem, cria Quichotte, um cortês e apatetado vendedor ambulante obcecado pela televisão que é vítima de uma paixão impossível por uma estrela de TV. Acompanhado pelo seu filho (imaginário) Sancho, Quichotte empreende uma picaresca busca pela América a fim de se mostrar digno da sua mão, arrostando valorosamente com os tragicómicos perigos de uma era em que Tudo-Pode-Acontecer. Entretanto, o seu criador, que vive uma crise de meia-idade, enfrenta igualmente os seus imperiosos desafios.

Tal como Cervantes escreveu Dom Quixote para satirizar a cultura do seu tempo, Rushdie transporta o leitor numa desvairada corrida através de um país à beira do colapso moral e espiritual. E, com aquela magia narrativa que é a imagem de marca da obra de Rushdie, as vidas amplamente realizadas de DuChamp e Quichotte interpenetram-se numa busca profundamente humana do amor e num retrato perversamente divertido de uma época em que os factos são tantas vezes indistinguíveis da ficção.

17
Set20

Balanço das Feiras

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Pelo que tenho lido, tudo indica que o balanço das Feiras do Livro de Lisboa e Porto é bastante positivo.

Num contexto de pandemia, em que muitos editores se viram numa situação próxima do limite, havia a expetativa de que as Feiras do Livro pudessem trazer algum balão de oxigénio e, de acordo com a informação disponível, isso parece ter acontecido, em volume de vendas apesar dos números de visitantes terem ficado abaixo de anos anteriores.

Para muitos, apesar de todas as restrições, limitações e medidas preventivas de proteção contra o Covid-19, as vendas parecem ter mesmo superado as expetativas. Os leitores aderiram em força e aproveitaram a feira para abrir os cordões à bolsa. Pode não salvar tudo mas ajudou a contrabalançar a forte quebra do primeiro semestre de 2020.

São notícias que me deixam muito satisfeito e expectante para que muitos atores do mercado livreiro que poderiam estar numa situação complicada, possam conseguir sobreviver. Num mercado e mundo livresco tão pequeno como o nosso, este momento pode fazer toda a diferença.

Cá por casa este ano por coincidência com o período de férias grandes, e por isso de ausência da zona de Lisboa na maior parte do tempo da Feira, houve apenas uma visita que se traduziu na compra de 9 livros entre livros graúdos e livros miúdos.

Para o ano espero que possamos voltar às datas de maio e junho, com menos restrições, mais gente, mais vendas e mais animação na Feira do Livro, que, mesmo neste contexto complexo, consegue ser, de longe, um dos mais belos eventos no ano em Lisboa, e, acredito, também no Porto.

16
Set20

Novidade - "O Voluntário" de Jack Fairweather

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Verão de 1940: Witold Pilecki, um polaco combatente da Resistência, aceitou a missão audaciosa de descobrir o destino de milhares de detidos num novo campo de concentração, de denunciar os crimes nazis e de criar uma rede de resistência para levar a cabo uma revolta. O nome do campo era Auschwitz.

Nos dois anos e meio seguintes, Witold formou um exército clandestino que sabotou instalações, eliminou informadores e oficiais nazis e reuniu provas das terríveis atrocidades e assassínios em massa.

Sacrificaria a sua vida para salvar a de milhares de outras pessoas?

Ao constatar a horrível realidade de que o campo se estava a tornar o epicentro dos planos nazis de exterminar os judeus da Europa, percebeu que teria de arriscar os seus homens, a sua vida e a sua família para alertar o Ocidente.

Mas fazer isso significava tentar o impossível: fugir de Auschwitz.

Com imagens dramáticas de Auschwitz

CRÍTICAS
 
«Absolutamente emocionante.»
Simon Sebag Montefiore

 

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma história trágica contada de uma maneira emocionante, trazendo um novo ângulo à literatura do Holocausto.»
Publishers Weekly

«Uma história extraordinária.»
The Times
16
Set20

Leitura - "A Dança da Água" de Ta-Nehisi Coates

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Mais sobre o livro aqui

Esta era uma das leituras previstas para este ano. Depois de saber que em julho haveria tradução em português aguardei pela sua chegada em vez de ler em inglês.

Independentemente da relevância que o livro mereceu por via do Clube de Leitura de Oprah Winfrey, seria sempre um livro que teria interesse em ler, desde logo porque há uma forte proximidade temática com outro livro que li (e muito apreciei) há algum tempo: “A Estrada Subterrânea” de Colson Whitehead.

O livro gira à volta das atrocidades da escravatura perpetradas contra homens, mulheres e crianças, com separações, mortes, abusos e todo o tipo de desumanidades. Com um toque de magia o autor procura dar uma janela de oportunidade aos escravos, em particular pela mão de Hiram, para reconstruir famílias e voltar a juntar os que são próximos por laços de sangue, amor e amizade.

“A Dança da Água” é um livro muito bem escrito mas acima de tudo com uma mensagem muito forte associada à escravatura e ao racismo moderno nuns EUA novamente a ferro e fogo sobre o tema.

Deste lado do mundo podemos apreciar o livro, a história, a escrita e fazer um exercício de perceber a real dimensão que o livro tem no contexto norte-americano. Não me atrevo a considerar que posso ler o livro e tirar dele o mesmo que um negro que o leia nos EUA. Posso apenas tentar perceber o seu real significado e tirar o maior ensinamento possível.

É um bom livro, uma boa história assente numa numa realidade nada ficcionada. Para ler, entender melhor o mundo e pensar bem no que ainda hoje andamos por cá a fazer.

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15
Set20

Novidade - "Wolf Hall - Trilogia Thomas Cromwell - Livro 1" de Hilary Mantel (reedição)

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Inglaterra, década de 1520. Henry VIII ocupa o trono, mas não tem herdeiros. O cardeal Wolsey, o seu conselheiro principal, é encarregue de garantir a consumação do divórcio que o papa recusa conceder. É neste ambiente de desconfiança e de adversidade que surge Thomas Cromwell, primeiro como funcionário de Wolsey e, mais tarde, como seu sucessor.

Thomas Cromwell é um homem verdadeiramente original. Filho de um ferreiro cruel, é um político genial, intimidante e sedutor, com uma capacidade subtil e mortal para manipular os outros e as circunstâncias. Impiedoso na perseguição dos seus próprios interesses, é tão ambicioso na política quanto na vida privada. A sua agenda reformadora é executada perante um parlamento que atua em benefício próprio e um rei que flutua entre paixões românticas e acessos de raiva homicida.

Escrito por uma das grandes escritoras do nosso tempo, Wolf Hall é um romance absolutamente singular.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
 
«Wolf Hall é um feito impressionante, um romance histórico brilhante.»
The New York Review of Books

«Este livro de Hilary Mantel capta o carácter de uma nação e do seu povo. Wolf Hall é um romance histórico da melhor qualidade.»
Bloomberg News

«Um livro belo e profundamente humano, um espelho negro voltado para o nosso mundo¿ Hilary Mantel é uma das escritoras mais corajosas e brilhantes que temos.»
The Observer

«Uma investigação muito convincente sobre o preço da ambição.»
The Guardian

 

15
Set20

Curiosidades Livrescas - Hilary Mantel "investigada"

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Um dos livros do momento é “O Eseplho e a Luz”” de Hilary Mantel, uma das poucas autoras que ganhou o Booker Prize duas vezes, precisamente com os dois livros anteriores da trilogia agora completa: “Wolf Hall” e “O Livro Negro”.

Existem muitos fatores curiosos sobre Hilary Mantel mas um dos mais caricatos será provavelmente o que envolve uma outra obra sua, menos conhecida, “O Assassinato de Margaret Thatcher”.

Hilary Mantel nunca vez questão de esconder algum (muito desprezo) pela monarquia e pela classe politica em geral e confidenciou que nos anos 80 chegou a fantasiar com um possível assassinato de Margaret Thatcher. Essa fantasia acaba ou dar origem ao livro que foi publicado em 2014.

A parte mais caricata está relacionada com um pedido de investigação policial à obra de Mantel por parte de um ilustre conservador britânico, Lord Timothy Bel, com base no pretexto de que se alguém assume que pretende assassinar alguém a polícia deve investigar… pois… já estou a ver uma brigada especial a ser criada para investigar todos escritores de ficção pelo mundo inteiro…

14
Set20

Novidade - "Primeiros Contos e Outros Contos" de Agustina Bessa-Luís

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Este livro reúne dezassete contos, quinze dos quais inéditos.

«Agustina sempre gostou do conto, das histórias contadas à lareira, ou na sombra da ramada. Todos sabiam contar histórias, e a atenção dos ouvintes era captada com uma sabedoria magistral. Agustina foi ouvinte, e aprendeu. Mesmo nos seus romances, por vezes deparamo-nos com umas páginas que poderiam ser isoladas num conto. E o que sinto é que, embora uns desses contos estejam loca- lizados numa cidade, como na Coimbra dos anos 40, por exemplo; numa época, que pode ser a medieval, ou o século XIX, ou a de hoje; num contexto que já é memória, como a infância; é certo que, se despirmos os contos desses sinais, se despirmos as personagens da sua roupagem, se lhes retirarmos as máscaras, e ficar apenas a fala, o conto permanece intacto e eternamente actual.»

[Do Prefácio de Mónica Baldaque]

 

14
Set20

Reflexões Livrescas - Um livro e um sofá, ou spa com massagem para o cérebro

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Quando é que eu consigo ler? Esta é uma pergunta que por vezes me fazem, mas que eu também faço muitas vezes. Não aos outros, mas a mim mesmo.

Passo a explicar. Ao longo dos últimos anos tenho procurado otimizar o teu tempo para conseguir ler mais, procurando ocupar tempo que anteriormente era dedicado a outro tipo de atividades, tempo subaproveitado, maximizado alguns períodos do dia como por exemplo o pequeno-almoço, etc. A mente ganha o hábito de ler sempre a determinadas horas, por um determinado número de minutos. Há exceções mas a regra em períodos normais em que é preciso conciliar o trabalho com a vida familiar e a casa é esta. Mesmo no fim-de-semana, quando não há trabalho, mas há um sem número de tarefas para cumprir na mesma. O tempo nunca chega.

De repente, há um dia em que estamos de férias, o pequeno está com os avós, não há trabalho nem obrigações de horários e é possível levantar da mesa do pequeno-almoço e sentar no sofá e continuar a ler por mais uma ou duas horas… quase que parece estranho.

Quando estamos de férias, fora de casa e o ambiente é todo ele de descanso, é normal que ocorra a sensação acima descrita, mas em casa parece que há sempre qualquer coisa para fazer a seguir e é mais difícil experienciar a possibilidade de estar uma ou duas horas seguidas sentado no sofá a ler. Nos últimos meses com a lógica do teletrabalho, mais ainda.

Na semana que passou tive a oportunidade de disfrutar desta realidade em casa de uma forma que já nem me lembrava possível. Pode parecer uma coisa sem importância para alguns, acredito, mas para mim foi uma verdadeira sensação de descanso poder ficar sentado a ler durante várias horas ao longo do dia na minha própria casa. É um pouco como perceber que, por vezes, mesmo sem ser em férias, seria importante criar este tipo de momentos. Um género de spa com massagem para o cérebro. Um livro e uma sofá ao longo de umas horas. Simples e com efeitos de longo prazo tão necessários nesta fase. Receita a repetir sempre que possível.

13
Set20

Novidade - "Hipnose" de Paulo Moura

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

No início dos anos 90, o jornalista mexicano Chespirito Diaz chegou a Washington disposto a vencer na vida e a salvar o mundo, mas longe de imaginar que seria a causa de uma guerra.
Eram os dias do fim da História, a capital fervilhava de otimismo e contradições, sonhos de grandeza e personagens ardilosas.
Quando Rachel Woodberg, uma filha da elite americana, com uma obsessão pela aventura, lhe propôs uma reportagem pouco ortodoxa sobre uma cimeira de gangs, Chespirito percebeu que pisava terreno perigoso.

Num percurso que o levará dos clubes sadomasoquistas de Nova Iorque às sociedades secretas da Revolução Francesa, dos antros de motards da Florida, aos bairros da mafia curda de Esmirna e às aldeias bombardeadas do deserto do Iraque, Chespirito cruza-se com personagens tão desconcertantes como MC Disaster, o rapper que prometia abrir-lhe as portas do submundo; Gloria Frankovitch, a genial investigadora de Relações Internacionais com um projecto de diplomacia pessoal, ou Rand Mortimer, autointitulado gestor de percepções, um homem solitário e clandestino, mas com o poder de derrubar governos e provocar guerras. Hipnose é o romance dessa década decisiva, entre a tomada de posse de Bill Clinton, em 1993, e a guerra do Iraque, em 2003, e pode ser lido como uma reflexão sobre a natureza e as origens da persuasão colectiva no mundo contemporâneo. Uma história apenas no início.

12
Set20

Novidade - "A Sinfonia dos Animais" de Dan Brown

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Mais sobre o livro aqui

O muito esperado livro infantil de Dan Brown.

Sinopse:

O Maestro Rato está a preparar uma grandiosa surpresa sinfónica!

Consegues descobrir o que anda ele a planear?
Procura as pistas que ele vai deixando em todas as páginas!

Estás pronto para uma grande aventura?
Vem viajar pelos bosques e pelos mares com o Maestro Rato e os seus amigos músicos! Entre outros, vais conhecer uma grande baleia-azul, chitas velozes, escaravelhos minúsculos e cisnes graciosos - cada animal com o seu segredo para te contar e a sua música para escutar. Se ouvires com atenção as melodias da Sinfonia dos Animais, encontrarás cada um deles algures na música.

Nesta história, cada animal tem uma característica que o distingue e transporta um instrumento musical. Individualmente, podem não parecer muito importantes, mas em grupo tornam-se surpreendentes. Quando - conduzidos pelo Maestro Rato - se juntam numa orquestra, o resultado é uma sinfonia afinada e maravilhosa, em que todos os músicos e instrumentos se revelam imprescindíveis e se completam.

As ilustrações de Susan Batori conferem um sentido de humor adequado às crianças, com pistas adicionais escondidas nas páginas e nos cenários, para aguçar a curiosidade dos leitores mais atentos.

12
Set20

Livros que chegam até ao Ministério – "Sleeping Cycles" e “A Dor do Esquecimento”

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Aproveito o post de hoje para proceder à divulgação de mais dois livros que chegaram até ao Ministério.

O primeiro, "Sleeping Cycles"/“Ciclos do Sono” é uma novela gráfica da autoria de Lucas Moreira um autor, ilustrador e realizador de curtas metragens de animação. O livro encontra disponível em português e em inglês.

Sinopse:

Uma menina presa em um constante estado de consciência e sono procura ajuda de um médico que a levará a uma jornada entre a antiga cidade, as artes das trevas, e o verdadeiro despertar. Ciclos de Sono é um livro sobre sonhos, os que temos à noite e os que desejamos alcançar.

Mais informação sobre o livro na página do autor aqui e aqui.

O segundo livro, “A Dor do Esquecimento”, é de José Vieira (pseudónimo de Teresa Vieira Lobo) de quem já este ano li e divulguei aqui o livro “Alecrim”.

Sinopse:

“Somos o que vivemos. Somos fruto de tudo o que vamos acumulando ao longo do tempo dentro de nós. Passam os dias, os meses e os anos. As estações vão e vêm e nós vamos colecionando datas, acontecimentos e pessoas. Guardamos tudo em local seguro para mais tarde recordar. Memórias. Lembranças. Recordações. De que matéria são feitas? Quais as suas essências? Porquê têm sentimentos tão díspares dentro de si? Afinal porquê são tão importantes? Elas são sinal de que estamos vivos. Que continuamos esta longa caminhada que é a vida. No fundo são a nossa história. E nada somos sem história.”

Mais informação sobre o livro na página da Chiado aqui

11
Set20

Novidade - "O Espelho e a Luz" de Hilary Mantel

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Mais sobre o livro aqui

Ainda um dia me vou lançar a esta trilogia...

Sinopse:

«Se não se pode dizer a verdade no momento da decapitação, quando poderá ela ser dita?»

Inglaterra, maio de 1536. Ana Bolena está morta, decapitada no espaço de um batimento cardíaco por um executor francês contratado. Enquanto os seus restos mortais são recolhidos e votados ao esquecimento, Thomas Cromwell toma o pequeno-almoço com os vitoriosos. O filho do ferreiro de Putney emerge do banho de sangue daquela primavera para prosseguir a sua ascensão ao poder e à riqueza, enquanto o seu magnífico amo, Henrique VIII, se prepara para viver uma breve felicidade com a sua terceira rainha, Jane Seymour.

Cromwell é um homem que conta apenas com a sua inteligência; não tem uma família importante que o apoie nem o seu próprio exército. Apesar da rebelião em solo nacional, dos traidores que conspiram no estrangeiro e da ameaça de invasão que coloca o regime de Henrique VIII à prova até ao ponto de rutura, a imaginação resoluta de Cromwell vislumbra um país novo no espelho do futuro. Mas poderá uma nação ou uma pessoa desfazer-se do passado como se de uma pele se tratasse? Continuarão os mortos a assombrá-lo? O que fareis - pergunta o embaixador de Espanha a Cromwell - quando, um dia, o rei se virar contra vós, como mais tarde ou mais cedo ele se vira contra todos os que lhe são próximos?

Com O Espelho e a Luz, Hilary Mantel encerra de modo triunfante a trilogia que iniciou com Wolf Hall e O Livro Negro. Traça os derradeiros anos de Thomas Cromwell, o rapaz vindo do nada que ascende aos píncaros do poder, delineando um retrato preciso de predador e presa, de uma disputa feroz entre presente e passado, entre a vontade régia e a visão de um homem comum de uma nação moderna que se constrói a partir do conflito, da paixão e da coragem.

10
Set20

Novidade - "Tempos Duros" de Mario Vargas Llosa

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Guatemala, 1954. O golpe militar encabeçado por Carlos Castillo Armas, e apoiado pelos Estados Unidos através da CIA, provoca a queda do governo reformista de Jacobo Árbenz. Por detrás desta ação violenta está uma mentira que passou por verdade e que mudou a história da América Latina: a acusação — por parte do governo de Eisenhower — de que Árbenz, um líder moderado, encorajava a entrada do comunismo soviético no país e no continente.

Neste romance apaixonante, evocativo das suas melhores reconstituições de episódios da vida da América Latina e das suas singularidades, Mario Vargas Llosa funde a realidade com duas ficções: a do narrador que livremente recria personagens e situações; e a que foi desenhada por aqueles que quiseram controlar a política e a economia de um continente, manipulando a sua história, pondo e dispondo da vida de países que tentaram caminhos independentes.

Críticas de imprensa
 
«Sessenta e cinco anos depois da queda de Árbenz, há uma geração derrotada que constata que as coisas podiam ter sido bem diferentes e que Tempos Duros explica o que aparece nos jornais todos os dias.»
El País

«Há muito poucos acontecimentos na trama de Tempos Duros que não sejam verdade histórica. Mas o que a torna mais ficcional é o que a torna também mais real.»
Times Literary Supplement

«Tempos Duros é também uma narrativa sobre a verdade histórica e as dificuldades que os indivíduos têm de superar em circunstâncias extenuantes, que resultam do poder político, da corrupção e do engano. E é mais um exemplo do grande talento de Vargas Llosa enquanto contador de Histórias.»
World Literature Today
10
Set20

Notícias do mundo livresco

Notícias.pngHoje deixo aqui um resumo de algumas notícias literárias destes últimos dias.

- Afonso Cruz venceu a V Bolsa de Residência Literária atribuída pelo Camões Berlim (Centro Cultural Português sob tutela do Instituto Camões). O escritor irá escrever sobre o muro de Berlim, tendo por base, em parte as vivências do próprio pai. Será o tema de base do seu próximo livro.

- O escritor e bibliófilo Alberto Manguel irá doar 40 000 livros (!) à Câmara Municipal de Lisboa para a criação de um Centro de Estudos da História da Leitura em Lisboa. De acordo com o que se sabe será o próprio irá dirigir o Centro. Não invejo muita coisa, mas invejo certamente uma biblioteca de 40 000 livros!

- Uma notícia da semana passada dava conta de que desde que Trump chegou ao poder terão sido lançados nos EUA mais de 1000 livros relacionados com o tema Trump Presidente. Para muitas editoras tem sido uma mina, com vários livros a vender acima de 1 milhão de exemplares, e até às eleições há ainda vários para sair, nomeadamente o livro de Bob Woodward “Rage” que chega às livrarias na próxima semana e que, muito atendendo ao autor, vou querer ler.

- Os responsáveis da Editora Cotovia anunciaram que esta irá encerrar no final do ano. Uma notícia triste para o mundo do livro.

09
Set20

Novidade - "Circe" de Madeline Miller

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Deslocada entre deuses e os seus pares, Circe procura companhia no mundo dos homens, onde descobre que possui o poder da feitiçaria, capaz de transformar os rivais em monstros e de aterrorizar os deuses.

Sentindo-se ameaçado, Zeus decide desterrá-la para uma ilha deserta, onde Circe aprimora as suas habilidades de feiticeira, domando perigosas feras e cruzando-se com as mais famosas figuras de toda a mitologia grega: o engenhoso Dédalo e Ícaro, seu filho, a sanguinária Medeia, o terrível Minotauro e, claro, Ulisses.

Mas os perigos são muitos e Circe terá de decidir, de uma vez por todas, se pertence ao reino dos deuses, onde nasceu, ou ao dos mortais, que ela aprendeu a amar.

Críticas de imprensa
 
«Extraordinariamente actual.»
The Observer
09
Set20

Leitura - "Ficções" de Jorge Luis Borges

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Mais sobre o livro aqui

Para muitos “Ficções” de Jorge Luis Borges, está no top dos melhores livros alguma vez escritos e, não nego, que esse foi desde há muito o principal motivo que me levou a querer lê-lo.

Sem nunca ter lido o livro, li ao longo dos anos muita coisa sobre o livro, sobre os contos que o compõem, e sobre o autor. Ou seja, quando comecei a ler não ia ao desconhecido. Ainda assim, não consegui encontrar todo o encanto que, muito provavelmente o livro tem.

Bem sei que dizer que um livro como este que é idolatrado por muitos como uma obra prima não me encheu completamente as medidas é ficar disponível para que venham dizer que não tive capacidade para o entender. E eu aceito isso de bom grado. O que não posso é escrever aqui que o li como uma obra prima.

Por partes. Gostei bastantes de todos os contos, li e reli alguma partes, conhecia antecipadamente o sentido e o alcance do que iria ler. A escrita é brilhante, não há dúvidas. Mas não é uma leitura fácil e o meu problema é que se calhar esperava algo diferente.

É ainda possível que o momento escolhido para ler o livro não tenha sido o melhor: período de cansaço físico e psicológico pré-férias.

Por tudo isto aquilo que posso afirmar é que gostei do livro sem que ele tivesse satisfeito as elevadas expetativas que tinhas. Sendo que posso ter sido eu enquanto leito que posso não ter estado à altura da sua leitura, irei lê-lo uma segunda vez, escolhendo um período mais fácil. De qualquer forma recomendo genuinamente a sua leitura e, para quem desse lado já tenha lido, gostaria de ler um comentário honesto sobre a obra.

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