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Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Zigurate - uma nova editora a ter em conta

19.05.22

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O post de hoje é dedicado ao que considero ser uma boa notícia livresca: uma nova editora no mercado editorial português.

Trata-se da Zigurate que, conforme pode ler-se no respetivo site, é uma “editora de não-ficção, vocacionada para o ensaio sobre a história recente e os grandes temas contemporâneos.”.  Também no site poderão encontrar a explicação, muito interessante, para o nome.

Uma nota importante para referir que se trata de uma editora dirigida por Carlos Vaz Marques, algo que, acredito sinceramente, apenas pode querer dizer qualidade.

Neste momento estão já em pré-venda dois títulos que cumpre em pleno o objeito da editora de vocação para os temas contemporâneos. São eles “Na Cabeça de Putin” de Michel Eltchaninoff e “Quanto menos soubermos, melhor dormimos” de David Satter.

Ambos os títulos foram traduzidos por Carlos Vaz Marques e devem chegar ao mercado no início de junho. Conforme já referi acima estão ambos em pré-venda no site da editora.

Ficam os meus votos do maior sucesso e a certeza de que serei cliente.

Site: https://zigurate.pt/ 

Instagram: https://www.instagram.com/livros_zigurate/ 

Novidade - "Queimar Livros - Uma história da destruição do saber" de Richard Ovenden

18.05.22

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Durante três mil anos, destruir o saber foi um objetivo comum e deliberado de várias pessoas, regimes e grupos. Esta é a extraordinária história de sobrevivência da verdade - a que os livros registam, as bibliotecas preservam e nós temos hoje, mais do que nunca, de salvar.

As bibliotecas e os arquivos sofreram muitos ataques, desde a antiguidade, mas a era moderna tem sido ainda mais perniciosa para a sua sobrevivência. Hoje, o saber que guardam é alvo de tentativas de destruição brutais e de negligência intencional. Sem apoio estruturado ou investimento, lutam pela sobrevivência dia a dia. Queimar Livros conta-nos o que em três mil anos passámos e vivemos para chegar aqui.

Da antiga Alexandria à contemporânea Sarajevo, passando pelo Iraque, Richard Ovenden vai aos quatro cantos do mundo e relata vividamente momentos determinantes da nossa História. Analisando as motivações por detrás dos atos, deliberados ou involuntários, de destruição do saber - políticos, culturais e religiosos -, bem como as consequências e ligações a todas as áreas da nossa vida, o autor relata também os episódios vividos por quem tentou prevenir e minimizar os efeitos destes ataques aos livros (e não só), pondo muitas vezes a própria vida em risco.

Na era do imediatismo, em que todos têm opinião sobre tudo, a memória se esboroa e reina a desinformação, este livro é mais importante do que nunca. Lê-lo pode ser o primeiro passo para impedir que três mil anos de História desemboquem, no século XXI, na maior e mais terrível destruição do saber.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
 
«Épico.»
The Guardian

«Maravilhoso.»
Financial Times

«Notável.»
The Observer

«Fabuloso.»
The Times

«Memorável.»
Sunday Times

«Este livro é um aviso para todos: a importância dos livros e do saber está a ser descurada. A ideia de verdade, tal como a concebemos, está sob ataque cerrado.»
The Times

«Quando vemos o mundo queimar livros, literal ou figuradamente, são mais do que palavras a arder. O livro de Richard Ovenden deve fazer-nos parar, pensar e agir.»
Financial Times

«Este texto é tão corajoso quanto original. Imperdível.»
The Guardian

«Percebamos, de uma vez por todas, o valor do saber. Temos de preservar e proteger o conhecimento. Este livro é um excelente ponto de partida para agirmos.»
Publishers Weekly

Novidade - "Assombro" de Richard Powers

18.05.22

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Mais sobre o livro aqui

Este vai ser sem dúvida leitura a muito breve prazo no Ministério. 

Sinopse:

Theo Byrne é um jovem cientista promissor que descobriu como procurar vida noutros planetas a dezenas de anos-luz. Viúvo, Theo é também pai de um menino de nove anos muito peculiar. Robin, o seu filho, é divertido, amoroso e tem mil planos para concretizar. Tudo o que pensa e sente tem enorme profundidade, adora animais e passa horas infinitas a fazer desenhos muito elaborados. Robin é também a criança que está prestes a ser expulsa da escola por ter agredido um amigo.

Que pode um pai fazer quando a única solução que lhe dão é medicar aquele menino tão raro quanto problemático? Como pode Theo explicar a Robin este mundo em que vivemos, um mundo que parece estar claramente a destruir-se a si próprio? O único caminho para este pai é levar o filho para outros planetas, enquanto acarinha e encoraja a vontade enorme que ele tem de salvar o planeta Terra.

Como poderemos, todos e cada um de nós, dizer a verdade sobre este maravilhoso e ameaçado planeta aos nossos filhos? No mais íntimo de cada um, ecoa a pergunta: porquê este mundo?

CRÍTICAS
 
«Richard Powers não consegue escrever um único livro que não seja bom.»
Margaret Atwood, autora do bestseller A História de uma Serva

«Nada menos do que isto: brilhante.»
John Updike, autor de Coelho e As Bruxas de Eastwick

 

CRÍTICAS DE IMPRENSA
 
«Um romance que desafia verdadeiramente o nosso antropocentrismo, na literatura e na vida.»
The New York Times

«Sublime. Saído das mãos de um génio.»
Publishers Weekly

«Richard Powers é um escritor absolutamente notável.»
The Guardian

Leitura - "Não Faças Mal" de Henry Marsh

18.05.22

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Mais sobre o livro aqui

Se procurarem este livro numa livraria vão encontrá-lo na área de Medicina Geral, no entanto, o livro é muito mais do que isso.

“Não Faças Mal” de Henry Marsh não é um livro que, à primeira vista, fosse uma escolha óbvia de leitura aqui no Ministério, no entanto, em resultado uma recomendação a que atribui enorme credibilidade, fui espreitar e acabei por agarrá-lo quase no imediato.

Henry Marsh foi um reputado neurocirurgião inglês, hoje na reforma, que escreveu as suas memórias não para enaltecer os seus feitos, mas para falar dos seus erros, das suas consequências e da forma como lidou com elas. Não é um livro sobre façanhas, mas sobre imperfeições, falhas e sobre como lidar com eles e assumi-las faz parte de ser humano.

Numa cultura que cada vez mais apela à perfeição, e no oposto, branqueia e desconsidera o erro, este é um livro poderoso no sentido em que o coloca o erro no primeiro plano de uma forma crua, real e humana a um nível quem pode significar a diferença entre a vida e a morte.

Henry Marsh leva-nos através de anos de decisões complexas, algumas bem-sucedidas, mas de muitas outras com menos sucesso que tiveram consequências devastadoras na vida de pacientes. Pelo meio do assumir de erros e falhas há também um relato sobre a realidade do sistema de saúde britânico e também sobre as suas incursões à Ucrânia, onde trabalhou em regime de voluntariado.

Apesar de ter um emprego com algum nível de responsabilidade, quando comparado com um neurocirurgião é, na melhor das hipóteses, uma brincadeira de crianças. Fazer neurocirurgia é, literalmente, ter a vida de alguém nas mãos permanentemente, a cada operação. Conseguem imaginar o que é viver com essa realidade diariamente e ter a capacidade necessária para lidar com ela? Independentemente da forma que um médico possa adotar para viver com esta realidade é necessária uma construção psicológica para lá do imaginável.

Conforme referi no início, este não é apenas um livro sobre medicina, embora se possa aprender muito sobre o tema. É um livro sobre a vida, a morte, os erros, as falhas, a culpa, a sorte e as fragilidades. É um testemunho poderoso sobre a realidade. Cru e verdadeiro, que nos deve fazer pensar. Conheço muita gente que devia ler, obrigatoriamente, este livro.

Nota: Há muitos anos que tenha a ideia que os médicos deveriam ser os profissionais mais bem pagos de todos. Por uma razão simples que muitas vezes desvalorizamos: são eles que podem evitar que fiquemos privados “daquela coisa” que nos faz alguma falta para tudo o resto... a vida! Isso não devia ter preço, mas tendo devia ser bem pago.

Novidade - "Volodymyr Zelensky - Biografia" de Sergii Rudenko

17.05.22

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Sinopse:

Volodymyr Zelenskyi - Biografia revela, em 36 capítulos, as diferentes etapas da vida de Volodymyr Zelensky, começando pela sua infância em Kryvyi Rih e terminando com a guerra russo-ucraniana de 2022. Os últimos episódios desta obra foram escritos num abrigo anti-bombas durante os ataques com mísseis do exército russo sobre a Ucrânia.

Este livro apresenta Zelensky começando como um presidente pela paz e tornando-se um presidente de guerra. Em episódios que destacam a subida ao poder de Zelensky da forma mais honesta e aberta quanto possível, e sem retoques, lemos sobre o triunfo de Zelensky em 2019, mas também sobre as suas diversas derrotas no Olimpo político.

A história do homem que, sem qualquer experiência política ou conhecimento relevante, prometeu aos ucranianos mudar o seu estado. Um homem com a confiança de 13,5 milhões de eleitores. Uma pessoa que compreendeu que confiança implica responsabilidade. O homem que aceitou o desafio que é Vladimir Putin, tornando-se chefe do Estado ucraniano neste período difícil.

Por último, o livro fala sobre a mudança de opinião pública - mas não apenas pública - de Zelensky, passando de um presidente com poucos sucessos e um mau ranking para um presidente a protetor do seu povo, defendendo não só a Ucrânia, mas igualmente a liberdade da Europa

Novidade - "Aniquilação" de Michel Houellebecq

17.05.22

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Sinopse:

Aniquilação projeta diante do leitor um futuro próximo, à luz melancólica do declínio do Ocidente, um dos grandes temas de Michel Houellebecq.

O romance abre com uns bizarros vídeos que se tornaram virais online num deles, o ministro da Economia francês é guilhotinado. Logo a seguir, há uma série de atentados terroristas. Estes acontecimentos lançam o alarme em França, onde decorre uma fervorosa campanha para as eleições presidenciais, na qual reconhecemos vários dos peões do jogo político europeu atual. Qualquer semelhança com pessoas reais é puramente deliberada.

O protagonista, Paul Raison é uma personagem maior que a vida. Alto funcionário ministerial, aproxima se dos cinquenta anos e acomodou se à miséria afetiva e sexual. Prudence a sua mulher, tornou se vegan e adepta do Wicca, um movimento religioso neopagão. O casal vive num apartamento em Paris, onde se cruza cada vez menos.

É a partir deste cenário que Aniquilação entretece dois fios distintos o público e o privado mostrando se simultaneamente como thriller político e reflexão metafísica. Michel Houellebecq distancia se aqui do niilismo de que tantas vezes o acusam.

Novidade - "Impérios Islâmicos - Quinze cidades que definem uma civilização" de Justin Marozzi

16.05.22

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Sinopse:

Impérios Islâmicos - Quinze cidades que definem uma civilização, de Justin Marozzi, é a história de uma civilização rica e diversificada, contada através das suas maiores cidades ao longo dos quinze séculos do Islão, desde os seus primórdios em Meca no século VII até à surpreendente ascensão de Doha no século XXI.

Exploram-se as dinastias mais notáveis do mundo muçulmano — os Abássidas de Bagdade, os Omíadas de Damasco e Córdova, os Merínidas de Fez, os Otomanos de Istambul, os Mogóis da Índia e os Safávidas de Isfahã — bem como alguns dos líderes mais carismáticos da história muçulmana, de Saladino no Cairo ao poderoso Tamerlão de Samarcanda, do príncipe-poeta Babur no seu reino montanhoso em Cabul à irreprimível dinastia Maktoum no Dubai.

Concentram-se nessas quinze cidades alguns dos momentos decisivos da história islâmica: o profeta Maomé a receber as suas revelações divinas em Meca, a Primeira Cruzada em 1099, a conquista de Constantinopla em 1453 e a fenomenal criação da república mercantil de Beirute no século XIX.

Novidade - "Novas Cartas Portuguesas - Edição Comemorativa 50 Anos" de Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa e Maria Teresa Horta

16.05.22

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Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

«É tal a rotura introduzida pelas Novas Cartas Portuguesas que a sua primeira abordagem só pode ser feita à luz do que elas não são. Não são uma colectânea de cartas, embora se reconheça nelas o estilo tradicionalmente cultivado pelas mulheres em literatura. Não são um conjunto de poemas esparsos, embora em poesia se converta toda a realidade retratada. Não são tão-pouco um romance, embora a história vivida (ou imaginada) de Mariana Alcoforado lhes seja a trama principal.
São talvez um pouco de tudo isso. E ainda mais […].
Porque rompem, extravasam. Daí que as Novas Cartas Portuguesas se caracterizem antes de mais pelo excesso. Excessivas as situações, excessivo o tom, excessivas as repetições dum mesmo acto, excessivo afinal todo o livro que vai terminando sem realmente terminar, como se tal excesso não coubesse nas dimensões normais.»

Maria de Lourdes Pintasilgo, in Pré-prefácio

Como andamos de leituras?

16.05.22

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O post de hoje é uma espécie de pequeno resumo de leituras dos últimos tempos, que é como quem diz, mais ou menos do último mês.

Assim, em termos de leituras concluídas tenho a registar:

- “As Musas” de Alex Michaelides. Um bom thriller que acabou por saber a pouco porque o anterior livro do autor, “A Paciente Silenciosa”, é efetivamente muito bom. Mas continua a ser um livro que merece, sem dúvida, uma leitura.

 - Concluído também o audiolivro “David e Golias” de Malcolm Gladwell. Mais um grande livro, uma abordagem da realidade que nos põe a pensar muito para além do que normalmente conseguimos ver. Qualquer livro de Gladwell é um investimento garantido.

- “Cadernos da Água” de João Reis. A minha estreia com este autor. Uma distopia muito bem conseguida, com muitos pontos de contacto com a realidade que conhecemos hoje. Um livro também para refletir.

- “Tenho o Prazer de Informar o Senhor Director...» Cartas de Portugueses à PIDE (1958-1968)” de Duncan Simpson. Um livro muito bem escrito, claro, estruturado e fundamentado, com um olhar diferente para a história de Portugal do período do Estado Novo.

- “Inteligência Emocional” de Daniel Goleman. Mais um livro (audiolivro neste caso) que encontrou para a categoria dos obrigatórios. Um manual sobre como lidar com os outros e como nos conhecermos melhor a nós também. Obra de referência.

- Outra leitura excelente, “Explicar os Humanos” de Camilla Pang. O mundo que muitas vezes nos escapa pelos olhos de alguém tão improvável, mas ao mesmo tempo tão perspicaz. Um livro altamente recomendado.

- Uma leitura um pouco fora do meu espectro convencional foi “Manual Para Descomplicar o Cancro” de Marine Antunes. Mas nem por isso foi uma leitura menos apreciada, antes pelo contrário. Um testemunho importante sobre tema atual que vale a pena ler.

Sobre as leituras em curso:

- Mesmo, mesmo a terminar o livro “Não Faças Mal” de Henry Marsh. Um livro soberbo a vários títulos, que não me irei cansar de recomendar nos próximos tempos. Devo terminar hoje e registarei opinião detalhada aqui no blog na próxima quarta feita.

- Também já perto do fim o audiolivro “O Misterioso Caso de Styles” de Agatha Christie. Mais uma história brilhantemente arquitetada com Hercule Poirot como figura central. Não tenho grandes dúvidas de que vou acabar por devorar todos os livros de Poirot nos próximos tempos.

- “O Deserto dos Tártaros” de Dino Buzzati. A leitura do mês do Clube de Leitura do PNL 2027. Ainda muito no início, mas estou a gostar bastante.

Sobre o que se segue:

Seguindo a máxima que adotei desde o início do ano ainda não sei ao certo...

É provável que uma das próximas leituras seja “Assombro” de Richard Powers um livro sobre o qual tenho enorme expetativa e um lote gigante de boas críticas.

De resto, logo se vê...

E desse lado, o que estão a ler?