Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Ministério dos Livros

Um blog sobre livros e seus derivados

Audiolivros, Corridas e Vacina Covid - Parte 2

30.07.21

Cópia de MINISTÉRIO dos LIVROS (26).png

No início do mês queixei-me aqui que a primeira dose da vacina contra a Covid 19 tinha deixado sequelas, com aumento significativo da fadiga e reflexo direto nas minhas corridas e, por consequência, no tempo aproveitado para ouvir os meus audiolivros. Referi também que tinha receios sobre com seria o mês de julho porque dia 10 teria de levar a segunda dose da vacina.

Pois bem, no dia 10 levei a segunda dose, e apesar de ter sido alertado de que seria provável a repetição dos sintomas, aconteceu exatamente o inverso! Como não tive qualquer efeito secundário aparente, arrisquei ir fazer uma corrida vinte e quatro horas depois da vacina e, “milagre”, não só não senti qualquer aumento de fadiga como, simplesmente, deixei de sentir as dificuldades que vinha a sentir nas últimas semanas. Em resumo, não sei bem como nem porquê, mas voltei à normalidade, como se não tivesse levado vacina! Não dá bem para perceber...

Com isto, consegui terminar o audiolivro “Os Anjos Bons da Nossa Natureza” de Steven Pinker sobre o qual escrevi aqui na semana passada, e já comecei um novo, “Blink” de Malcolm Gladwell. Sabe bem estar de volta às corridas e aos audiolivros sem restrições!

Novidade - "Palavra do Senhor" de Ana Bárbara Pedrosa

29.07.21

3xc.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

«Leram tudo e entenderam tudo mal. Falam de Sodoma e Gomorra, chacinas, inundações. Dizem que separei famílias, disseminei a fome, escolhi matar pessoas. Com tanto mundo à frente, só um insensato pode julgar que não há Deus. Poderia a vida, esta coisa múltipla e parca, ser obra mera do acaso? Mais tarde ou mais cedo, eu teria de repor a verdade, contar à gente de onde vem, para onde vai, quem é. Pode julgar-se que vem tarde a narrativa fundadora que corrige as anteriores, mas veio na hora certa porque foi a hora que eu escolhi.»

Nem tudo foi como ficou na Bíblia. Os humanos não puderam entender Deus e os boatos ganharam espaço à verdade. Durante milénios, cada um teve a sua história, os mal-entendidos fizeram mossa. Chegou então a hora de Deus esclarecer o que deu azo a versões dúbias.

Uma escrita experimental irreverente, bem-disposta, desarmante e deliciosamente herética.

Booker Prize 2021 - longlist divulgada

29.07.21

Acho que é a primeira vez que tenho um livro lido da longlist do Booker Prize antes da sua divulgação. Na longlist divulgada na passada terça feira consta o livro “Klara e o Sol” de que li já este ano.

A lista é, pelo que me pareceu, extremamente diversificada e dela constam livros que inclusive já espreitei e outros que não conhecia de todo. A maioria dos autores não está traduzido em português.

Abaixo a lista completa dos livros selecionados e respetivo link para quem pretenda ter mais alguma informação.

“A Passage North” de Anuk Arudpragasam

“Second Place” de Rachel Cusk

“The Promise” de Damon Galgut

“The Sweetness of Water” Nathan Harris

“Klara e o Sol” de Kazuo Ishiguro

“An Island” de Karen Jennings

“A Town Called Solace” de Mary Lawson

“No One is Talking About This” de Patricia Lockwood

“The Fortune Men” de Nadifa Mohamed

“Bewilderment” de Richard Powers

“China Room” de Sunjeev Sahota

“Great Circle” de Maggie Shipstead

“Light Perpetual” de Francis Spufford

Novidade - "Portugal e o Mundo numa Encruzilhada" de António Costa Silva

28.07.21

4cvb.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

Dos recursos naturais ao clima, à tecnologia e à geoestratégia, uma visão inspiradora para o futuro de Portugal.
Para onde vamos no século XXI? Quais as tendências que estão a formatar a evolução da geopolítica, da economia, da luta contra a ameaça climática, dos riscos e crises que nos assolam? Porque é que não temos sido capazes de responder à altura? Qual o motivo para não conseguirmos evitar que milhões de pessoas passem por um sofrimento indizível cada vez que um acontecimento imprevisto paralisa o funcionamento das nossas sociedades? Porque é que não nos preparamos? E Portugal? O que podemos nós fazer por este país? Que problemas e desafios temos de superar na próxima década?

Portugal e o Mundo numa Encruzilhada analisa estas e outras questões e procura obter respostas. Mas muitas vezes essas respostas suscitam novas perguntas. Nunca devemos deixar de perguntar. O espanto, como escreveu Platão, é o motor do conhecimento. Este é um livro urgente e essencial, que nos convoca a refletir, a envolvermo-nos e a fazermos parte da mudança necessária.

Leituras - "Unidos - 10 escolhas para um agora melhor" de Ece Temelkuran

28.07.21

Cópia de Uma das últimas compras (14).png

Mais sobre o livro aqui

Decidi-me pela leitura desde livro movido por curiosidade efetiva de ler as palavras de alguém que tem construído a sua vida entre o jornalismo o ativismo e a escrita ficcional.

A primeira coisa que salta à vista é que a autora tem efetivamente uma grande capacidade de escrita, sem dúvida. A segunda é que o livro é alicerçado num profundo idealismo, e não refiro isso com uma conotação necessariamente negativa.

Trata-se de uma leitura que deve ser realizada com uma mente aberta, independentemente da confrontação que possamos fazer de algumas das suas ideias com a “realidade” e de podermos até achar que há alguma potencial ingenuidade em relação a outras.

Há dois factos apresentados no livro que são incontornáveis: existem problemas graves para os quais as elites governativas parecem não encontrar soluções; muitas vezes menosprezamos a capacidade de das pessoas de unirem para poderem fazer a diferença.

Este é ainda um livro marcado pelo contexto pandémico, e pelo agudizar de desigualdades e fragilidades a nível global, motivo pelo qual também se pode extrair dele outro tipo de elações que, de outra forma, seriam mais difíceis de aceitar.

Sendo eu por natureza algúem bastante racional e pessimista, este não é um livro fácil de digerir, mas tenho de admitir que contém muitos princípios de ideias válidas, talvez em alguns em alguns momentos excessivamente poetizados pela autora, mas ainda assim muito válidos. A verdade é que não podemos continuar a olhar para problemas com soluções que já sabemos que não funcionam.

A minha recomendação é que o(a) leitor(a) leia e tire as suas conclusões. Cada cabeça sua sentença. Vale bem a pela a leitura para refletir sobre o atual estado do mundo de uma perspetiva diferente.

Novidade - "Líbano, Labirinto" de Alexandra Lucas Coelho

27.07.21

~4qw.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

O povo do Líbano foi abandonado pelo pacto do Líbano, quando já não faltavam provas de que esse pacto é mortífero. E dentro do labirinto o país pressente a explosão geral. Ela está a acontecer já.

Eis o que me chega a cada dia dos amigos, foi chegando ao longo dos meses em que este livro se estendeu, como uma conversa que não queremos terminar. 

Passámos juntos a quarentena, mortos e vivos, esses romanos, esses otomanos, esses palestinianos, esses sírios, a voz de Fairuz, o sorriso de Ali, o pão, o manjericão, o pequeno-almoço em Baalbek, a neve que até hoje Caroline me envia das montanhas, onde imagino que mais abaixo os ciclâmens estejam floridos, com as suas pétalas de pássaro, a sua cintura carmim.

E junto ao mar aquela cidade chamada Beirute.

(Pequenos) Apontamentos livrescos do Ministério em férias de verão

27.07.21

Cópia de MINISTÉRIO dos LIVROS (23).png

Para mim é um clássico do verão. Não é um ato de voyeurismo, mas na praia ou na piscina, não consigo evitar, quando passo, e à minha volta, tentar perceber se há ou não livros em leitura.

Este ano não tem diferido muito do normal de anos anteriores: poucos livros e poucos leitores. O maior aglomerado de leitores que encontrei foi na semana passada no hotel em que fiquei, havia mais do que o normal, mas a maioria eram estrangeiros, portugueses muito poucos...

Parece que afinal o tempo disponível para ler não é grande argumento... quando há tempo continua a não haver muito leitura...

Novidade - "A Causa das Coisas" de Miguel Esteves Cardoso

26.07.21

2ws.jpg

Mais sobre o livro aqui

Sinopse:

«A Causa das Coisas é um almanaque e um ensaio de ontologia social; é um inventário de espécies e uma ambiciosa pesquisa etnográfica; é uma história (e não simplesmente uma história cultural) através dos objectos, um álbum enciclopédico, um showroom ambulante; é a autobiografia de uma época, um compêndio de imagens para memória futura, um folhetim sentimental, uma machine à voir, um diário repleto de anotações de passagem e um interminável trabalho de arquivação.

Dom Afonso Henriques e o Totoloto, o mata-bicho nacional e Joyce, a neura e o sebastianismo, a farinha Predilecta e Lévi-Strauss, a maledicência e o mimo, o verbo "haver" e as couves, a Cartilha Escolar de Domingos Cerqueira e Strindberg, o chá e o papel selado, a lista telefónica e o luto.

Mas A Causa das Coisas aborda um tema apenas, insiste numa única preocupação, investiga somente a causa de uma coisa: Portugal. E constitui, como que a brincar, como se não o quisesse, um dos ensaios mais sérios, mais originais sobre o que somos.»
  Do prefácio de José Tolentino Mendonça

Novidade - "O Hotel de Vidro" de Emily St. John Mandel

26.07.21

3qw.jpg

Mais sobre o livro aqui

Bastante curiosidade em relação a este livro!

Sinopse:

Um enredo em que suspense, sobrevivência e culpa medem forças lado a lado com amor, desilusão e consequências absolutamente inesperadas.

Vincent é a bela empregada de bar do Hotel Caiette, um palácio de vidro e cedro na extremidade mais a norte da Ilha de Vancouver. Jonathan Alkaitis, um financeiro de Nova Iorque, é o proprietário do hotel. Quando entrega a Vincent o seu cartão de visita acompanhado de uma gorjeta, começa assim uma vida em conjunto.

Nesse mesmo dia, uma figura encapuçada escrevinha um recado na parede de vidro do hotel: «Porque não engoles pedaços de vidro?» Leon Prevant, executivo de transportes marítimos de uma firma chamada Neptune-Avramidis, vê o recado no bar do hotel e fica profundamente abalado.

Treze anos mais tarde, logo após a implosão de um imenso esquema Ponzi em Nova Iorque, Vincent desaparece misteriosamente do convés de um navio da Neptune-Avramidis.

Cruzando as vidas destas personagens, O Hotel de Vidro alterna entre o navio, as torres de Manhattan e a natureza selvagem da região remota da Colúmbia Britânica, pintando um retrato avassalador de ganância e culpa, de fantasia e ilusão, de arte e dos fantasmas do passado.

Críticas de imprensa
 
«O romance perfeito.»
The Washington Post

«O tema do que é ou não real - seja o amor, o dinheiro, os lugares ou a memória - está, desde sempre, no centro da ficção de Emily St. John Mandel. Imagens tão líricas quanto hipnóticas transportam-nos para uma espécie de presente alucinatório, em que ficamos suspensos perante todos os pormenores tão definidos e, no entanto, tão voláteis.»
Wall Street Journal

«Uma história fascinante sobre moral distorcida e vidas desreguladas. Uma leitura imersiva.»
The Economist

«Com uma escrita luminosa, Emily St. John Mandel mostra-nos quão facilmente caímos numa teia de consequências inesperadas. Memorável.»
Kirkus Reviews

«Notável. Uma obra-prima.»
NPR

«Nos livros de Emily St. John Mandel, o quotidiano encontra o extraordinário, como naquele momento em que uma pessoa normal para e se pergunta como chegou aqui.»
The New Yorker

«O mundo tem tanto de terrível como de belo, e isso é também o que vislumbramos neste livro.»
The Boston Globe